VW.ID3 - o novo Golf?

Pois, havia quem dissesse que mal as marcas tradicionais se virassem para os EV, esmagavam a Tesla.... :)
É uma questão de tempo. Os construtores tradicionais sabem fazer automóveis, no sentido físico e construtivo da coisa, enquanto a Tesla tem problemas sérios nessa parte, como se pode ver pelos problemas no alinhamento de paineis dos seus carros. Onde o avanço da Tesla existe é na parte motriz, conetividade e condução autónoma.
 

Luis Neves

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Será? Parece-me muito mais fácil acertar o alinhamento de painéis do que recuperar todo um mundo de atraso a nível de software (até com afinação do hardware) e de hardware de eletrónica (eficiência dos motores, redução de cablagens, tecnologia de baterias, etc). No fundo, fazer um reset total a paradigmas de décadas de carros de combustão. Ainda por cima a Tesla não está parada e todos os anos dá saltos em frente....
 

Bruno R. Almeida

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@Joel Sousa, neste capitulo estou com o @Luis Neves.
Pois Qualidade de construção é rapidamente possível de recuperar pois não se trata de algo exclusivo. Todos os construtores o tem de fazer a cada modelo.
Já tudo o resto requer um enorme equipa de desenvolvimento e alguns milhões de fundos!!
A curto/médio prazo não creio que a igualdade entre construtores vá surgir!
Isto se não existir algum que esteja secretamente a desenvolver algo "fora da caixa".
 

William Esteves

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Vou dar o que é a minha opinião face ao que vi todas as vezes que entrei num Tesla e pelo que tenho lido:
-Do ponto de vista do motor elétrico, têm a unidade com maior potência por unidade de espaço/peso, é inquestionável. Existem algumas substituições mas nada de grave face aos carros em circulação, a velocidade máxima é brutal uma vez que não recorre a caixas de velocidades. O único ponto que me deixa reticente é a quantidade de materiais nobres que estarão a usar, para já está tudo bem mas ficam muito sensível a flutuações dos preços da matéria prima.
-BMS, muito bom, consegue uma gestão muito boa da temperatura do pack. É atingido à custa do espaço/facilidade de produção.
-Bateria, usam uma química bastante agressiva é como desenharam um BMS adequado a coisa tem corrido bem. Nenhuma marca estabelecida vai arriscar um SOC ou taxa C próximo... Muito menos a Toyota. Não há nada de borla nem o Holly-Grail em baterias, há sempre concessões.
-Materiais do carro, fracos... Pintura super sensível, suscetível a riscos, saltarem pedaços... Interiores ‘vegan’ aparentam ser bons e resistentes. Plásticos do interior fracos para o segmento, estrutura metálica sujeita a corrosões precoces (Temos de lembrar que os TMS mais antigos a pouco passaram os 10anos, vamos ver quando chegarem aos 20).
-Ergonomia do carro, fraca. Para o segmento que se insere e devido à facilidade de produção a ergonomia dos sedans está completamente comprometida, muito mais atrás que à frente (atrás no TM3 parece que estamos numa banca antiga, daquelas da lareira).

Em forma de conclusão, a meu ver, a construção adequada irá aumentar e muito o custo de produção. Caso contrário, seria impensável (e a marca tem sorte em muitos proprietários aceitarem os ‘feitios’, eu não aceitaria) em carros do segmento e preço que a Tesla atua vermos coisas como:
-Água a entrar pelo pára-brisas;
-Lixo acumulado no interior do para choques;
-Borrachas com defeito ao fim de poucos meses;
-O vidro ter de ficar um pouco em baixo em climas frios para não estragar a porta;
-Ter de aplicar proteções à pintura para ter uma resistência adequada;
-Aceitar que o carro comprado a 6 meses é significativamente pior de quem compra agora;
-Montagens algo duvidosas;
Etc...
 

Carlos Costa

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Pois, havia quem dissesse que mal as marcas tradicionais se virassem para os EV, esmagavam a Tesla.... :)
Esmagar não é o termo correcto, mas seria expectável que dessem muito mais luta. As grandes marcas têm recursos enormes e é um pouco frustrante assistir a esta letargia e arrastar constante de promessas. A Tesla tem um foco muito bem definido, enquanto as outras marcas parece que andam cheias de incertezas e ao sabor dos ventos, em constante adaptação face às exigências conjunturais dos reguladores, governos e consumidores. Ainda hoje saiu uma noticia sobre um estudo recente que aponta para que os actuais diesel estejam a emitir 1000x mais partículas que o suposto!!! Perante isto, ainda há dúvidas sobre qual o caminho a seguir?
 

Carlos Costa

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Será? Parece-me muito mais fácil acertar o alinhamento de painéis do que recuperar todo um mundo de atraso a nível de software (até com afinação do hardware) e de hardware de eletrónica (eficiência dos motores, redução de cablagens, tecnologia de baterias, etc). No fundo, fazer um reset total a paradigmas de décadas de carros de combustão. Ainda por cima a Tesla não está parada e todos os anos dá saltos em frente....
Concordo com o Luís. No essencial a Tesla está muito mais desenvolvida. Motores, baterias, BMS, tecnologia...ou seja, o que realmente importa. O processo de fabrico é que ainda precisa de evoluir muito, isso é notório. Os índices de fiabilidade ainda continuam baixos, mas à custa de problemas minor, que a marca tem conseguido resolver. A construção não é, sequer, comparável ao que as melhores marcas europeias fazem, mas também não é assim tão má, vamos ser justos. Não me incomoda sobremaneira um carro com interiores a chocalhar e algumas folgas nos painéis, se no essencial cumprir. E no essencial os Tesla parece que cumprem exemplarmente.
 

Telmo Salgado

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Esmagar não é o termo correcto, mas seria expectável que dessem muito mais luta. As grandes marcas têm recursos enormes e é um pouco frustrante assistir a esta letargia e arrastar constante de promessas. A Tesla tem um foco muito bem definido, enquanto as outras marcas parece que andam cheias de incertezas e ao sabor dos ventos, em constante adaptação face às exigências conjunturais dos reguladores, governos e consumidores. Ainda hoje saiu uma noticia sobre um estudo recente que aponta para que os actuais diesel estejam a emitir 1000x mais partículas que o suposto!!! Perante isto, ainda há dúvidas sobre qual o caminho a seguir?
Correto.
Só uma pequena anotação relativamente ao estudo, os diesel emitem essa alarvidade quando estão no processo de regeneração. Fazem-no muitas vezes, e o que mais assusta é que com o passar do tempo, e a capacidade de pulverização dos injetores a degradar-se, isso acontece com uma taxa crescente. A legislação/diretiva é bastante omissa quanto ao envelhecimento e acumular de horas de serviço destes veículos.
 
Alguma engenharia inversa pode resolver parcialmente o atraso dos construtores tradicionais. Jamais será assumido e há patentes a respeitar, mas não andam a dormir, todos já terão comprado, desmontado e examinado um Tesla até ao último parafuso...
 
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