Prius 5G

Telmo Salgado

Moderator
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Acho que o mesmo construtor está a trabalhar para a adoção massificada de BEVs, e em todas as aplicações onde o H2 pode complementar o BEV, está a preparar-se. Não vejo nada de errado nisto.
 

Luis Neves

Moderator
Acho que o mesmo construtor está a trabalhar para a adoção massificada de BEVs, e em todas as aplicações onde o H2 pode complementar o BEV, está a preparar-se. Não vejo nada de errado nisto.

BEV por obrigação e a arrastar os pés, FCV por ambição e vontade. Só mesmo quem está fixado nos FCV se lembraria do argumento que "limpam" o ar, como se tivessem emissões negativas, para justificar a aposta nessa tecnologia e sinalizar que é o futuro (depois dos BEV).

No que respeita a veículos ligeiros, para mim o FCV precede os BEV, e não sucede. Teve a sua janela de oportunidade, que já terminou.
 

William Esteves

Not Shakespeare
Claro que sim, por isso é que de momento só há 1 FCV sem qualquer confirmação de expansão da gama ligeira e já há 3 BEV's (CHR/IZOA/UX300e) com 2 ou 3 adicionais confirmados (2 na América e 1 na Europa, falta saber se o da Europa será também oferecido na América).

Face à designação, "minus zero" foi atribuido ao Mirai, "beyond zero" é a referência aos registos dos modeloz BZ associada aos BEV's.
 

Alexandre Jesus

Active member
Esse anúncio do Mirai devia ser banido por induzir em erro.
O grupo Toyota continua a tentar arranjar formas de enganar os clientes.
Deviam ser obrigados a pagar uma pesada multa sempre que publicassem publicidade desse tipo, tal como o anterior "self charging hybrid".
Fico envergonhado!
 

Telmo Salgado

Moderator
Do que me recordo, a Nissan tinha "zero emissions" na porta dos seus Leaf, haverá alguma diferença na abordagem de publicidade enganosa quando há 10 anos a eletricidade era produzida pelo menos 50% de fonte fóssil, com uma boa parte a partir de carvão?
Não deveríamos ter sido mais rigorosos e exigir que ficasse escrito "zero local emissions"?
A gama Renault era ZE. Os Toyota hybrid são exclusivamente a gasolina. São inúmeras as ocasiões em que ficaríamos com sérias dúvidas se o que é publicitado corresponde a uma realidade verdadeira ou pelo menos que valha a pena publicitar.

A questão introduzida aqui sobre o Mirai pode e deve ser discutida, mas noutro tópico, este é para o 5G.
 

Telmo Salgado

Moderator
O único retrocesso que eu identifico é a transição para SUV/CUV, que engorda emissões sejam elas na origem, por necessidade de maiores baterias, ou no serviço, pelo maior consumo, independentemente da fonte de energia. E não parece parar.
Pelo menos o 5G não será, aparentemente, um destes SUV.
 

William Esteves

Not Shakespeare
Esse anúncio do Mirai devia ser banido por induzir em erro.
O grupo Toyota continua a tentar arranjar formas de enganar os clientes.
Deviam ser obrigados a pagar uma pesada multa sempre que publicassem publicidade desse tipo, tal como o anterior "self charging hybrid".
Fico envergonhado!

Neste caso, não é a meu ver tão linear como a campanha "self charging hybrid" que alguma alma iluminada criou...

Efetivamente, o ar sai mais limpo do que à entrada devido à filtragem do mesmo com filtro para (inclusivamente) PM2.5...
Foi, a meu ver, um acaso de uma necessidade técnica para prolongar a vida da FC pela diminuição da degração das menbranas por operarem em ambiente mais limpo... Mas é efetivamente ar purificado à saída...
 

William Esteves

Not Shakespeare
Partíciulas é uma coisa, emissões é outra. Quando se diz "beyound zero emissions" estamos a falar de CO2, e estamos a dizer que o carro tem emissões negativas, que vamos além do zero.

As particulas são emitidas pela combustão de gasóleo ou gasolina (em injeção directa) juntamente com CO2, NOx, etc...

Sendo que o Mirai não filtra apenas PM2.5 como também SO2, NH3 e NOx.
 

Nuno Cardoso

Active member
Ora se existisse combustão existiria libertação de partículas e outros poluentes, se não existir combustão existem partículas e outros poluentes no ar. Ora no caso do Mirai, vai filtrar partículas que possam existir na atmosfera, logo consegue-se reduzir a quantidade das mesmas na atmosfera, daí ir além do zero pois o saldo passa a ser negativo. Tudo isto presume-se com a utilização da viatura e não a origem da fonte de energia.
 

William Esteves

Not Shakespeare
Mas se filtrar tudo, mesmo tudo, dá zero. Não percebo o conceito de ir além do zero.

Imaginando duas salas fechadas, 1 com um BEV e outro com o Mirai, ambos a "trabalhar"... A sala onde fica o Mirai irá ficar “mais limpa” com o tempo devido à remoção de poluentes.
Neste conceito, o Mirai vai mais longe do que a habitual viatura zero emissões consegue fazer na perspectiva do balanço total.
O BEV não altera os valores locais de poluição, o Mirai diminui.

Reforçando a observação do @Nuno Cardoso , isto tank-to-wheel.

Quem paga a "limpeza" é efetivamente o utilizador do FCEV. Se tiver filtros/catalisadores a substituir ou usar, é à sua custa.

Pelo pouco que sei, apenas filtros, que não deverão ser muito diferentes dos já associados aos MCI ou de habitacúlo pelo que no cálculo de TCO pouco deverá interferir.
 

William Esteves

Not Shakespeare
A Toyota tem feito evoluções significativas para todo o processo de fabrico, uso e reciclagem sejam globalmente 0 emissões, poderá ser por aí o conceito...

Ir além do veículo 0 emissões, conseguir 0 emissões na totalidade do ciclo.
Este conceito a Toyota apelida-o de "Life Cycle Zero CO2"

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Todos sabemos a polémica criada aquando do Prius sobre o impacto da produção, com títulos sensacionalistas como poluir mais que o Hummer durante a vida...

Talvez a Toyota não queria mais esta associação ou dúvida e serãos os BEV's os primeiros a serem fabricados nesta politica?
 
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