O início de uma nova indústria - artigo PV Magazine

João Prates

Archie Bunker
Deixo para vossa leitura e comentário:

 

Telmo Salgado

Moderator
Muito interessante, um artigo que refere um ponto importante, para manter vantagem ou menos prejuízo nas caras instalações de eletrólise elas não terão momentos de espera, ou seja, irão trabalhar em contínuo. Podemos algumas horas do dia estar a alimentar H2 verde sem os excessos de renováveis, ficando um misto de cinzento.
 

Telmo Salgado

Moderator
Para fazer H2 verde requer excessos ou pelo menos alimentação direta de renováveis. Se por motivos económicos alguém decidir ligar 24h por dia e não houver renovável suficiente, esta hidrolização será nessas horas obtida de fonte fóssil.
 

João Prates

Archie Bunker
Para fazer H2 verde requer excessos ou pelo menos alimentação direta de renováveis
Sejam excessos ou não, tem forçosamente de ser de renováveis, caso contrário não será H2 verde.

Se por motivos económicos alguém decidir ligar 24h por dia e não houver renovável suficiente, esta hidrolização será nessas horas obtida de fonte fóssil.
Sem dúvida que isso vai suceder, só espero é que dimensionem as renováveis para que isso seja raro e constitua a excepção, e não a norma.
O delta de produção no solar fotovoltaico de verão para inverno é uma coisa brutalíssima, se não houver produção eólica suficiente para complementar... lá está o que referes.

Excelente ponto de vista, que eu ainda não tinha sequer incluído nas minhas considerações!
 

Telmo Salgado

Moderator
Por isso é que somos uma equipa, e ao partilhares como fazes juntamos os pontos de vista de todos.
Neste momento estou a terminar o terceiro ano de PV no meu telhado, com 500Wp e dou à rede 10%. Esta análise e registo permite-me lançar o meu próximo desafio pessoal para um total de 1KW, não só porque vou consumir uma boa parte, como também a rede irá beneficiar desse aumento do que eu lhe entregar.
 

Telmo Salgado

Moderator

Um documento (de 2017!) muito interessante que não só apresenta valores de eficiência para os grandes eletrolisadores, como faz a conta ao custo do kwh por esta via.
O curioso é fazer a conta à quantidade de hidrogénio mundial se ela fosse obtida a partir de eletricidade: 15% do consumo mundial! Até agora é na esmagadora maioria obtido a partir de GN ou outros fósseis.

Ainda refere este princípio lógico do "eletrolisar" quando em abundância de eletricidade da rede:

When manufacture of H2 is switched from using methane to employing surplus electricity, hydrogen will be an important method of balancing the world’s grids. When power is abundant, the electrolysers will be turned on. Their work will stop when electricity gets scarce.
 
Última edição:

William Esteves

Moderator
E os balanços na UE serão bastante dinâmicos...
A UE está a pedir cada vez mais potência disponível na ligação entre países para haver maior descentralização.
Já não me recordo da data, mas vai obrigar que os países tenham capacidade de exportar a totalidade de produção instalada para os países vizinhos.
 

João Prates

Archie Bunker
O curioso é fazer a conta à quantidade de hidrogénio mundial se ela fosse obtida a partir de eletricidade: 15% do consumo mundial! Até agora é na esmagadora maioria obtido a partir de GN ou outros fósseis.
Isso é assustador, uma alarvidade.
Vai ser preciso gerar muita electricidade renovável para conseguir erradicar tal volume de H2 cinzento, e em alguns mercados/localizações pode ser um enorme desafio.
 

Rodrigo Melo

New member
A propósito de armazenamento de energia, hoje fiz alguns cálculos com números reais duma célula de combustível do Toyota Mirai instalada num autocarro

Contas 59,5 kW e 7€/kg de H2:
1024 mg/s
3,6864 kg/h
0,061956 kg/kWh
433,7 €/MWh
43 cents/kWh....

Sai caro, portanto só se deve fazer H2 em ultimo recurso
 

Anexos

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Telmo Salgado

Moderator
Muito interessante, Rodrigo.

As contas ao H2 terão tendência para baixar no futuro, por desenvolvimento do setor dedicado que a UE se propõe fazer.

Nota que o kwh do combustível fóssil anda pelos 12 cêntimos (cada litro de gasóleo tem 10kwh) mas a eficiência dos MCI, muito abaixo dos 33%, coloca o preço pelo menos no triplo.
Ficamos com preços não muito distantes...embora a célula de FC também eleve o preço considerando a energia final.
 

William Esteves

Moderator
42cent/kWh não é nada escandaloso, a Ionity pede 80cent quando não existe subscrição.
E mesmo a Mobie, certamente que não andará muito longe desses valores, já vi facturas mesmo em PCN que assustavam...
E ainda não existe economia de escala, pelo que o seu preço tem tudo para descer com o aumento da produção.

Excelente partilha!

Referente à produção nacional, já há mais alguma informação?

EDIT:
Outro ponto é o Mirai, o atual Mirai (que o novo ainda não foi lançado) tem 5kg de capacidade a bordo e anunciava 500km de autonomia em ciclo EPA, o que dá cerca de 1kg.H2/100km, sensivelmente 7€/100km.
Caro quando comparado com um BEV abastecido em casa em tarifa bi-horária que deverá rondar os 2€/100km com as perdas de carregamento (digam de vossa justiça quem está habituado a fazer estas contas), e em linha com um BEV abastecido em Mobie, e equivalente a um carro MCI que consuma 4,66L/100km de gasolina (@1,50€/L) ou 5,38L/100km de gasóleo (@1,30€/L).
Nada mau devo dizer, sempre pensei que fosse bem mais caro!

Face ao novo Mirai, existem rumores (ver: https://ecomove.pt/threads/concept-2021-mirai.298/post-10960), que indicam um aumento de cerca de 15% na capacidade a bordo de H2, e a Toyota anuncia 30% mais de autonomia (2021 Toyota Mirai aims for 400-mile range: More details on sporty hydrogen fuel-cell sedan), recalculando as contas acima, o novo Mirai com H2 a 7€/kg fará:
-> 5,60€/100km
-> O equivalente a 3,73L/100km de gasolina (@1,50€/L)
-> O equivalente a 4,30L/100km de gasóleo (@1,30€/L)

Confesso que estou verdadeiramente admirado!!!
 
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