O Honda Civic Híbrido Mishka

Talvez se lembrem, os que transitaram da antiga Comunidade, de que cá em casa existe um Civic híbrido.

É o carro da companheira, eu pego-lhe pouco e, para ser justo, desde que aderi ao Prius, ainda lhe pego menos. O motivo é simples: o carro é altamente imprevisível.

Quanto a mim esta situação vem de uma transmissão errática, que de vez em quando faz o carro acelerar repentinamente. Não havendo um permanente cuidado facilmente se perde o controle do bicho.

Já quanto a oficina têm sido um descanso. Pneus ainda só substituiu os da frente. Troca de óleo anual, os filtros do costume, e fica despachado.

De menor qualidade são os plásticos com seus ruídos, e a pala do condutor já teve de levar uns parafusos porque o mecanismo partiu. Também o apoio do braço na coluna central foi à vida: já lhe meti espuma para reduzir o chocalho mas não resultou.

Como para a companheira são pormenores sem importância, o Mishka é candidato a morrer velho cá em casa.

Abraço amigo coletivo
Crisóstomo
 

Bruno R. Almeida

Active member
João, e a possibilidade de a companheira poder experimentar outra realidade, não lhe daria uma forma de comparação?
 
Daria se para aí estivesse voltada. Ora ela experimentou o Insight e achou-o lento. Depois experimentou o Benjamim e achou-o engraçado mas nada que se comparasse ao seu adorado Mischka. Ainda não experimentou o Anjo Branco, apesar de o ter baptizado, e não lhe vejo vontade.

A minha companheira é um ser para quem os carros servem como meio de transporte. Se não lhe dão despesa, como é o caso, melhor. Se a eles se habitua, não há experiência que a leve a trocar.

Quando lhe entrei na vida andava com uma carrinha diesel da opel toda estragada e bastante desmazelada. Mas estava habituada e nem pensar em mudar. Depois aconteceu a proibição de circular na baixa de Lisboa e teve de o fazer. Mas fê-lo forçada. Foi nessa altura que a trouxe para os híbridos. Ainda tentei o Opel Ampera mas nem pensar - para ela era um salto no vazio. Ficamos pelo Honda Civic híbrido e já foi uma proeza.

Talvez um dia mude de ideias, mas como não gosta de deitar nada fora, e muito menos os amigos (e ela vê o carro nessa perspectiva) só quando o carro estiver podre de velho ou lhe der uma enorme despesa em oficina.

Abraço amigo
Crisóstomo
 

João Prates

Moderator
Staff
Os consumos do HCH e a poluição associada não são assim tão elevados que justifiquem apenas por esse facto a troca por veículo novo, excepto se for um EV.

Antes de mais temos de amar as pessoas que amamos e fazê-las sentir bem, felizes, sem contrariedades, vale mais do que qualquer "anjo branco" ou "azul".

Fazes muito bem caro João C. Afonso.
 
Amigo João,

Amar as pessoas (e delas cuidar) têm sido o que me move. Sem amor, e respeito, pelos que connosco partilham dores e alegrias, nada me faz sentido.

Sobre este tema (amor aos homens e à vida) tenho escrito e reflectido muito, havendo material que bem gostaria de partilhar com esta comunidade.

Um destes dias abrirei um tema em redor da poesia da vida onde poderemos partilhar o que nos incomoda ou faz felizes.

Abraço amigo
Crisóstomo
 
Na quarta feira estava eu a meditar e de repente a minha Ana a pedir ajuda. E porquê? Tinha-se esquecido da luz do tecto ligada desde sábado. Por consequência não tinha bateria.

Chamamos o ACP e dali a uma hora o carro já andava. Quanto à Ana foi de metro para a universidade porque, como se recusa a aprender a conduzir o Rupert, nestas ocasiões fica apeada.

Por sugestão do técnico fui dar uma volta. Ora em Setúbal tenho um amigo que desde o verão tem andado aflito com as dores do herpes zona.

Fui visitá-lo e achei a condução do carro uma delícia. Isto para lá. No regresso, com imenso calor e muito pára arranca, não tanto. Mas na viagem para Setúbal gostei tanto de o conduzir que me pareceu justo assumi-lo aqui.

Talvez o ter ficado sem bateria lhe tenha feito bem à transmissão? Não sei. O certo é que durante umas horas encaixavamos perfeitamente.

Abraço amigo
Crisóstomo
 
Top Inferior