O crescendo das renováveis na produção de energia elétrica

Telmo Salgado

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Tem sido assim, de forma sustentada, a produção de energia a partir de fonte renovável a aumentar.
No ano passado, 2018, 52,6% da geração de energia elétrica em Portugal teve essa origem "verde".
Analisando o mix, parece que temos ainda muita possibilidade de crescimento para o fotovoltaico.

Apesar dos enormes custos por contratos faraónicos de energia, é uma notícia que a todos deve orgulhar.🌍
 

Bruno R. Almeida

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São noticias excelentes, no entanto estas 52,6% apenas representam um crescimento de 12,6% relativamente a 2017.

O que me suscita duvidas é a afirmação de que até 2020 não vamos conseguir que 60% da nossa energia provenha de fontes renováveis. Se em 2018 52,6% já o era!!

Outra questão que não vem esclarecida é se já somos auto sustentáveis em energia eléctrica. ( o google também não tem resposta)
 

Luis Neves

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Atenção que é um pouco difícil analisar estes números de ano para ano, dada a volatilidade da produção hídrica, que depende muito das condições climatéricas, e que é muito importante para o resultado final (em 2018 valeu metade da produção renovável).

Mas sem dúvida que o crescimento das restantes fontes tem sido sustentado e tem ainda muito para evoluir. Em particular o solar tem perspetivas risonhas, desde o simples particular até aos edifícios de serviços e fábricas. Aos preços atuais (e ainda irão baixar mais certamente), pergunta-se que investimentos existem com retorno intergral em 6 ou 7 anos como este? Só por distração/desconhecimento (e falta de capaital) é que não temos mais, muitos mais sistemas fotovoltaicos espalhados por todo o país!
 

João Prates

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É isso mesmo Luis, só se pode atribuir o panorama desastroso hoje existente em certas áreas, como na indústria muito especialmente, ao desconhecimento total.

Muitas indústrias existem em Portugal que operam praticamente em regime contínuo, com cargas constantes ao longo de todo o dia, que nem 1 módulo PV têm instalado.

É totalmente irracional, e só pode ser atribuído ou à falta de visão empresarial de quem não quer investir a 7 anos, ou à pura ignorância (ponho de parte a gestão danosa intencional).
 

João Brazão

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São noticias excelentes, no entanto estas 52,6% apenas representam um crescimento de 12,6% relativamente a 2017.

O que me suscita duvidas é a afirmação de que até 2020 não vamos conseguir que 60% da nossa energia provenha de fontes renováveis. Se em 2018 52,6% já o era!!

Outra questão que não vem esclarecida é se já somos auto sustentáveis em energia eléctrica. ( o google também não tem resposta)
Julgo que sim, há já algum tempo. Embora seja uma questão de saldo: exportamos e importamos (depende dos picos de consumo e geração de energia). Segundo esta notícia temos saldo positivo desde 2017: https://www.dn.pt/dinheiro/interior/historico-ja-estamos-a-exportar-mais-eletricidade-do-que-importamo-8570139.html
 

Bruno R. Almeida

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Excelente seria se essa Biomassa adviesse diretamente dos excessos florestais!

Muitos fogos não teria "pés para andar".
 

Telmo Salgado

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Exatamente! Uma boa gestão da floresta pode dar...energia e lucro, mantendo a sustentabilidade e o ecossistema.
Todos ganham.
 

Telmo Salgado

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Dizem que a breve prazo vão reduzir o uso do carvão...

https://www.dn.pt/dinheiro/interior/governo-admite-substituir-carvao-por-biomassa-no-pego-9159936.html

A biomassa é uma alternativa viável e dita renovável.
Novidades: de acordo com o programa governativo recentemente apresentado na tomada de posse, há compromisso de encerrar Sines e Pego, as centrais a carvão ainda em laboração, até 2023.

Nada foi dito de passar a biomassa, teremos de aguardar para ver como é gerido este objetivo.
 

Joao Ferreira

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Vamos aguardar e esperar a realização das acções.
Falar é fácil, mas colocar em prática?!

O que me preocupa é a conjuntura hidrológica actual. As albufeiras estão com quotas muito em baixo e certamente a produção hidroeléctrica irá ressentir-se.
 

Telmo Salgado

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Ao que sei, existem diversas centrais térmicas a GN que muitas vezes estão em espera. Reduzir a oferta de energia não me parece que vá pedir mais à capacidade hídrica, embora a distribuição da energia produzida também seja importante reequacionar.
 
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