Mazda MX-30

Telmo Salgado

Moderator
Ah, agora sim, alguém mais isento!



Conclusion: 7/10
One thing is certain: Cool calculators and rational e-car buyers will not understand the new Mazda MX-30. It is a bold antithesis to the eternal "bigger and further" in batteries. Either you want this car or you don't. Our thesis: The MX-30 will find enough enthusiasts.
 

Bruno R. Almeida

Well-known member
Gosto da expressão: "Cool calculators and rational e-car buyers". Principalmente porque passa a ideia que são a excepção quando deveriam ser a média!
 

Carlos Costa

Moderator
As specs não são brilhantes, para um EV desta gama, em 2020. Optaram por uma configuração de carroçaria que penaliza os consumos sobremaneira, e isso acaba por encolher a bateria, que até tem uma capacidade interessante. A velocidade de carregamento também não é espectacular, apenas cumpre os serviços mínimos. Esteticamente é um carro tipo SUV, arraçado de coupé e com demasiado plástico à vista! Not my thing! Detesto as portas traseiras, são horríveis, pouco práticas, mas reconheço que os interiores são de um extremo bom gosto. Adoro os pormenores em cortiça e o desenho do volante e do tablier. Não duvido que possa ser suficiente para uma grande maioria, no entanto a questão é saber quem é que estará disposto a fazer um investimento destes num EV, em 2020, com 200 km de autonomia.
 

João Prates

Moderator
Sou adepto de ter uma bateria apenas do tamanho que preciso, percebo e subscrevo a filosofia que não devemos andar 100% do tempo com uma bateria às costas a fazer lastro que só utilizamos uma ou duas vezes por ano. Isso eu percebo. Mas quem é que só precisa de 200 km de autonomia??? Quem é que dá uma pipa de massa destas por 150 km de inverno???

São loucos.

os interiores são de um extremo bom gosto
Genéricamente sim, mas tem pormaiores que me lixam completamente... aquela ponte central é uma estupidez nada prática, um aborto de desenho nada funcional:



E um mfd/nav deste tamanho só pode ser para rir (ou chorar)... ficas a saber que tens de virar uns 50cm antes do cruzamento não?



Ridículo.

Podia ser um carro interessante, sendo Mazda a montagem e a qualidade dos materiais é de certeza irrepreensível, o comportamento idem, mas estes pormaiores e muito especialmente de entre eles uma bateria pequena demais matam o produto IMHO. Mais uma marca que se vai queixar que não há mercado para EVs... quando o erro é de desenho do EV da sua inteira responsabilidade.
 

Telmo Salgado

Moderator

But it’s worth pointing out—and emphasizing—that big batteries aren’t the greenest way to go electric. They might not even be the best way forward to get a lot of people into electric cars.



Explicado pelo menor foco na eficiência e os naturais aumentos custos de produção havendo mais capacidade de bateria, talvez?



Sam Abuelsamid, the principal analyst for e-mobility with Guidehouse Insights, noted that customers tend to buy vehicles for their 95th (or 99th) percentile use-case even if they don’t need that functionality.

“Most people could buy a 100-150 mile EV for virtually all their driving and rent an SUV for the summer road trip,” said Abuelsamid. “Even for those in states with cold winters, a 200-250 mile EV would more than suffice.

“In short, car buyers are not rational and never have been. Thus automakers are scrambling to build 300+ mile EVs because consumers say they want to go anywhere, anytime. How many people do you know that have ever actually driven across the country?” he added.

This isn’t a momentary market trend, either, as more EVs at the top end of the market are released. Guidehouse Insights projects that the average EV battery capacity will grow from about 68 kwh today to about 80 kwh in 2030. During that same range, Abuelsamid expects the average rated range of EVs to be 320 to 340 miles.



O tamanho conta, para aceitação, no entando colide com preços também. Mas a tendência é efetivamente aumentar em autonomia e tamanho das baterias, isso é incontornável, claro.
 
Última edição:

João Prates

Moderator
“In short, car buyers are not rational and never have been. Thus automakers are scrambling to build 300+ mile EVs because consumers say they want to go anywhere, anytime. How many people do you know that have ever actually driven across the country?” he added.
Digo isto tantas vezes...

Tem piada que muitas vezes são as pessoas que quando tinham os seus Leafs de 1ª geração com pouco mais de 100 km de autonomia real e argumentavam com os críticos de EVs pela fraca autonomia que os 100 km eram suficientes e que quando precisassem de mais (só acontecia 1 ou 2 vezes por ano) alugavam um ICE, essas mesmas pessoas são as que correm hoje aos EVs de alta capacidade de bateria, mesmo quando há o mesmo modelo com menor capacidade, optam pelo maior...

O desperdício de matéria prima, a capacidade de bateria que raramente é utilizada rendia muito mais ao ambiente se fosse utilizada em híbridos ou mesmo em plug-ins, o lastro que representa aumentando o consumo do carro, e o comportamento do carro que piora naturalmente pelo mesmo motivo (peso extra) são sempre postos em 2º plano com a justificação de "se precisar está lá para usar".

Racional? Zero.

Quem faz viagens longas muito frequentes como os nossos @Luis Neves ou @Léo Grova tem motivo para ir para essas capacidades, agora gente como eu... não temos qualquer razão.
 

João Prates

Moderator
Mas como em tudo na vida há limites quanto ao que estamos dispostos a tolerar, e é nesse traçar de fronteira que cada um de nós é diferente, e é essa linha que os construtores procuram saber onde se encontra, muitas vezes arriscando demais e perdendo a aposta.

Esse é o caso para mim deste Mazda. A bateria é curta demais.
Um EV é sempre um carro caro, envolve sempre um investimento significativo só retornado ao longo da sua vida útil, não há EVs baratos, como bem sabemos.

Ora comprar um carro caro, a chegar quase aos 40k Eur, e ficar com uma autonomia abaixo dos 200km não é para mim razoável.
Tudo bem que queiram meter baterias pequenas, apoio a 100%, mas o preço tem de descer proporcionalmente também, já que a bateria é o componente mais caro do veículo.

E aqui a Mazda falhou redondamente, e por isso mesmo, e por não ser carro que prometa vir a ser considerado de culto (vide Honda-e), acho que este MX-30 está condenado à nascença.
 

Luis Neves

Moderator
Digo isto tantas vezes...

Tem piada que muitas vezes são as pessoas que quando tinham os seus Leafs de 1ª geração com pouco mais de 100 km de autonomia real e argumentavam com os críticos de EVs pela fraca autonomia que os 100 km eram suficientes e que quando precisassem de mais (só acontecia 1 ou 2 vezes por ano) alugavam um ICE, essas mesmas pessoas são as que correm hoje aos EVs de alta capacidade de bateria, mesmo quando há o mesmo modelo com menor capacidade, optam pelo maior...

O desperdício de matéria prima, a capacidade de bateria que raramente é utilizada rendia muito mais ao ambiente se fosse utilizada em híbridos ou mesmo em plug-ins, o lastro que representa aumentando o consumo do carro, e o comportamento do carro que piora naturalmente pelo mesmo motivo (peso extra) são sempre postos em 2º plano com a justificação de "se precisar está lá para usar".

Racional? Zero.

Quem faz viagens longas muito frequentes como os nossos @Luis Neves ou @Léo Grova tem motivo para ir para essas capacidades, agora gente como eu... não temos qualquer razão.
Digo isto tantas vezes...

Tem piada que muitas vezes são as pessoas que quando tinham os seus Leafs de 1ª geração com pouco mais de 100 km de autonomia real e argumentavam com os críticos de EVs pela fraca autonomia que os 100 km eram suficientes e que quando precisassem de mais (só acontecia 1 ou 2 vezes por ano) alugavam um ICE, essas mesmas pessoas são as que correm hoje aos EVs de alta capacidade de bateria, mesmo quando há o mesmo modelo com menor capacidade, optam pelo maior...

O desperdício de matéria prima, a capacidade de bateria que raramente é utilizada rendia muito mais ao ambiente se fosse utilizada em híbridos ou mesmo em plug-ins, o lastro que representa aumentando o consumo do carro, e o comportamento do carro que piora naturalmente pelo mesmo motivo (peso extra) são sempre postos em 2º plano com a justificação de "se precisar está lá para usar".

Racional? Zero.

Quem faz viagens longas muito frequentes como os nossos @Luis Neves ou @Léo Grova tem motivo para ir para essas capacidades, agora gente como eu... não temos qualquer razão.

Sim, se...existir uma rede de recarga fiável e com capacidade bastante. Senão a incerteza que isso gera leva a que tenhamos de ter carros sobredimensionados para fugir aos carregamentos fora de casa...
 

Luis Neves

Moderator
Mas como em tudo na vida há limites quanto ao que estamos dispostos a tolerar, e é nesse traçar de fronteira que cada um de nós é diferente, e é essa linha que os construtores procuram saber onde se encontra, muitas vezes arriscando demais e perdendo a aposta.

Esse é o caso para mim deste Mazda. A bateria é curta demais.
Um EV é sempre um carro caro, envolve sempre um investimento significativo só retornado ao longo da sua vida útil, não há EVs baratos, como bem sabemos.

Ora comprar um carro caro, a chegar quase aos 40k Eur, e ficar com uma autonomia abaixo dos 200km não é para mim razoável.
Tudo bem que queiram meter baterias pequenas, apoio a 100%, mas o preço tem de descer proporcionalmente também, já que a bateria é o componente mais caro do veículo.

E aqui a Mazda falhou redondamente, e por isso mesmo, e por não ser carro que prometa vir a ser considerado de culto (vide Honda-e), acho que este MX-30 está condenado à nascença.

Não sei se isso avança, mas a Mazda falava na possibilidade de existir uma variante REX. Tenho muito apreço pelo conceito e infelizmente a própria BMW desistiu da ideia. Para o perfil de utilziação de muitas pessoas, um carro com autonomia de 200 km com um extensor de autonomia eficiente resolve 90% ou mais das deslocações anuais. A vantagem face a um plug-in é o espaço, pois um plug-in com motor convencional consome demasiado espaço em todos os componentes e resulta geralmente em mini-malas.
 

João Prates

Moderator
Sim, se...existir uma rede de recarga fiável e com capacidade bastante. Senão a incerteza que isso gera leva a que tenhamos de ter carros sobredimensionados para fugir aos carregamentos fora de casa...
Eu nunca disse que queria que as pessoas dependessem da rede de carregamentos pública. Onde me viste a escrever isso?
Digo sim que devem ter autonomia para conseguir fazer a viagem de ida e volta a casa sem depender da rede, o que me parece ser o oposto.

Mas se todos os dias a minha rota me consome autonomia para 100 km já considerando ida e volta, porque raio preciso de comprar um carro com 300 km de autonomia?
Pensei que tinha sido claro nisto, tantas vezes o tenho repetido aqui no site.
 

João Prates

Moderator
Para o perfil de utilziação de muitas pessoas, um carro com autonomia de 200 km com um extensor de autonomia eficiente resolve 90% ou mais das deslocações anuais.
Concordo inteiramente.
Mas com a tecnologia de baterias a avançar como se prevê comece a avançar dentro dos próximos 5 anos (antes desse limite) prevejo que os PHV tirem esse lugar aos REx.

Já se vê nos dias de hoje baterias a roçar os 100 km, que facilmente chegam aos 200 km se deixarem de fazer mastodontes e voltarem aos carros decentes.
E se tiver de escolher entre um PHV à séria como o Prius PHV e um REx à séria como o i3 REx, ambos com a mesma autonomia EV, não tenhas dúvidas que levo o PHV em qualquer dia!
 

Léo Grova

Well-known member
Confesso que estou algo aliviado - afinal existem mais pessoas a pensar como eu; e até na indústria automóvel:
https://www.thedrive.com/news/36961...otary-engine-as-an-ev-range-extender-for-real

Acredito que se todos tivessem trilhado este caminho, teríamos mitigado de uma forma expressiva as emissões relativas ao transporte individual.
E claro - teríamos bases mais sólidas para uma transição mais rápida.

Vou seguir com muita atenção, a Mazda tem a estética, a qualidade de construção, e agora a solução de transporte que eu considero ideal...
 

Telmo Salgado

Moderator
Esta colocação de um motor pequeno e ligeiro parece interessante no papel. Na prática, os consumos fora do AER, ou seja, em charge-sustain, são bastante elevados.
Viajar "a gasolina" passa obviamente a ser mais viável, mas a custos pontuais expressivos...
 

Telmo Salgado

Moderator
Já existiu essa análise quando esmiuçámos o i3Rex e até quando falámos do Volt...
 
Top Inferior