Híbrido a gasóleo... a sério?

Nuno Cardoso

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Inacreditável mesmo, parece que se esquecem que um motor diesel atual não se adequa para trajetos curtos ou andar a ligar e a desligar várias vezes. Além disso a temperatura ótima de funcionamento de um diesel é sempre por volta dos 90ºC, caso contrário a eficiência desce e bastante.

Um motor a gasolina é muito mais permissivo na maior parte dos aspetos comparativamente a um diesel. Bem me lembro que quando fazia 100 km por dia com o Passat TDI (era de 97 pelo que não tinha filtro de partículas e a maior parte da manutenção era gasta no turbo) tudo corria bem era poupado e era quase só trocas de óleo. Quando passei a fazer 4 viagens de 3 km por dia o turbo deu de si e eficiência do carro baixou drasticamente. Ora este é praticamente o funcionamento de um hibrido, o MCI trabalha durante uns minutos desliga, o motor arrefece, depois torna a trabalhar passado um tempo. Não há turbo ou filtro de partículas num MCI diesel que aguente estas condições...
 

Telmo Salgado

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Os modelos que houve tinham somente o benefício da recolha da energia da travagem, chegava a meio litro no geral (3008Hybrid4 e os Mercedes C/E300bluetechhybrid). Ao contrário dos motores a gasolina típicos, o MCI diesel tem uma boa eficiência em quase todos os regimes e cargas, pelo que a hibridação não lhe trazia melhoria relevante em termos de eliminar zonas de trabalho, bem como a intermitência que foi falada, para não falar de vibrações e peso. Já o Atkinson permite isso - sinergia com a parte elétrica - com muito menor complexidade, leveza e resultados finais, porque é bastante eficiente na gama que o sistema lhe pede serviço.
O diesel está hoje em dia ainda aliado aos plug-in, como nos C/E300de, aparentemente mais "protegidos" das temperaturas de funcionamento baixas. Pessoalmente não vejo a vantagem de instalar um mas a Mercedes tem uma agenda muito particular que não compreendo.
 
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