FCV vs. EV

Luis Neves

Moderator
Staff
@Telmo: tens razão, é o que dá ler coisas a correr. O título do artigo que coloquei resulta de opinião de terceiros e não da Daimler.

Confesso que também me faz alguma impressão a quantidade de baterias e a dimensão das estações de carga necessárias para mover camiões, embora as contas da Tesla apontem para preços de operação mais baixos que os veículos a combustão. E a Tesla às vezes demora um pouco mas não se costuma enganar.

Em todo o caso se o FCV não apanha este hiato rapidamente a evolução das baterias vai mesmo resolver a coisa.

Nos carros veja mais fácil que se arranjem soluções para abastecer as viaturas elétricas cujos donos não tenham condições de carregar em casa, do que evar o FCV a substituir os BEV.
 

Luis Neves

Moderator
Staff
A Tesla gosta muito de prometer mundos e fundos, para depois ficar anos sem fazer nada... tem mais olhos que barriga... continuamos todos à espera dos camions Tesla apresentados em 2017!

Prefiro a filosofia Toyota dos anos 90 e 2000 em que não se prometia nada, mas fazia-se tudo, discreto mas competente, não se faz alarido com marketing, faz-se alarido com carros na estrada.

Hoje em dia... bem... fico por aqui.
As promessas da Tesla, mesmo atrasadas, estão aí.

E do resto continuamos à espera! :devilish:
 

João Prates

Moderator
Staff
CKL
As vendas de petróleo a cair a pique ocorreram só há algumas semanas, encontrar uma relação causa efeito para este tema do H2 azul é algo bizarro, desculpa.
Evidentemente que não me estava a referir ao fenómeno COVID-19, mas sim às justas pressões políticas em todo o globo para descarbonizar.

O hidrogénio verde é uma forma possível que devemos explorar, e não simplesmente fechar a porta a um vetor (e até acumulação) de energia com capacidades bastante úteis e que permite um futuro sem carbono como COMPLEMENTO da eletrificação que existe nalguns setores.
Há quantos anos andam a queimar, literamente, milhões e milhões nesse caminho que não provou nada até ao momento?
A única coisa positiva na economia do H2 é poder ser alimentada por diversas fontes de energia, sendo mais um caso de uso de energias renováveis, que existem em excesso em alguns casos.

Mas se eu tiver horas de energia renovável em excesso, como sucede por exemplo na Alemanha, vou querer converter em H2 perdendo mais de 30% de energia pelo caminho, ou guardar em parques de baterias como o que a Tesla tem na Austrália? O que te parece mais inteligente?

Não se trata de preconceito nenhum, trata-se de teimosia de quem insiste em continuar por um caminho que claramente não traz nenhum benefício ou valor acrescentado face a outros existentes. Complementar sim, desperdiçar recursos não, obrigado, dispenso, e luto contra o tempo que for preciso.

Só porque existem empresas "más" a defendê-lo a partir de GN, parece-me preconceito matar o conceito de economia do hidrogénio.
Conheces algum caso onde seja comercialmente viável a produção de H2 verde em volume industrial?
Diz-me 1 caso que seja pfv, agradeço eu e todos os demais.

Quando reconheceres não existir o caso acima, aponta-me um que seja de H2 azul, mas tens de incluir CCS, porque sem CCS é H2 cinzento, e esse recuso sequer debater.
Encontrado esse cenário, faz a comparação com a utilização a baterias, e diz-me o que é que ganhaste em usar H2... boa sorte...

A fileira do H2 é, sempre foi, e sempre será, uma questão de lobbies de petrolíferas e de políticos, não tem sustentação ciêntifica nenhuma na minha perspectiva.
Andam desde décadas a esta parte para apresentar uma solução decente, enterraram biliões de dolares, e nunca conseguiram sequer ultrapassar os casos de uso a baterias NiMH... patético.

Aparece um Elon Musk e uma Panasonic, e sozinhos fazem mais pelo avanço da mobilidade sustentável que dezenas de governos e grupos de trabalho de H2 que chuparam biliões...

E queres que eu os suporte ainda mais?
Tem paciência.
 

Telmo Salgado

Moderator
Staff
Há vinte ou trinta anos víamos a viabilidade das renováveis, Prates? Era assim tão claro ou evidente?
Quando é que efetivamente tivemos o PV a ganhar terreno? E quando chegou com melhores preços por KWh que as eólicas substituiu-as?

(...)
E queres que eu os suporte ainda mais?
Tem paciência.
Todos suportamos energia, seja ela verde ou cinzenta. Dizer que o H2 não pode ser tendencialmente verde porque pagaremos por ele em subsídios equivale grosso modo a afirmar que toda a eletricidade produzida de fonte renovável também não o poderia ser sem subsídios. Right?
 

Telmo Salgado

Moderator
Staff
Evidentemente que não me estava a referir ao fenómeno COVID-19, mas sim às justas pressões políticas em todo o globo para descarbonizar.
(....)
Acontece que só agora é que reduziu o consumo de crude. Até fins de 2019 o o consumo era sempre a subir.
E se as economias retomam com o mesmo nível de eficiência energética e hábitos, voltamos ao mesmo...



(a queda no consumo foi de...20%, e a perspetiva - forecast - é mais do mesmo)

 

William Esteves

Well-known member
Agora no pc é mais fácil desenvolver um pouco mais...

Para termos noção da grandeza de valores:
  • Autocarro urbano a gasóleo, 200.000€
  • Autocarro urbano elétrico, do genero do Caetano eCity Gold (150km por carga), 450.000€

O autocarro urbano não faz muitos km anualmente, e tem o lucro pelo número de passageiros a bordo que é limitada pela area disponível e não pela carga util disponível. O que tem potenciado a sua implementação em Portugal são fundos europeus em empresas publicas.

Camião com maior ênfase em distribuição, de 16TON de peso bruto:
  • Cerca de 10TON disponíveis para superestrutura (caixa, grua, báscula, etc...) e o bem a transportar, preço do chassis, 80.000€
  • Versão elétrica com 300km de autonomia em circuito urbano, cerca de 6TON disponíveis para superestrutura (caixa, grua, báscula, etc...) e o bem a transportar, preço do chassis, 450.000€

O diferencial de preço/desempenho não é o mesmo que nos ligeiros... E estou a dar o exemplo onde a versão a bateria tem a maior vantagem, circuitos urbanos...

Ainda não há preços referência para soluções a célula de combustível...

Se formos indagar sobre os camiões de longo curso, a coisa fica significativamente pior! Daí que continuo extremamente céptico face à viabilidade económica do Tesla Semi.

E isto porque:
  • O camião de longo curso "normal" transporta cerca de 1200L de gasóleo, para que o operador logístico possa tirar vantagem do seu preço do combustível;
  • Não é legal movimentar o camião durante o período de descanso, nem para o lugar do lado, pelo que a infraestrutura necessária é significativamente maior para o elétrico que para o do hidrogénio, com a autonomia minima de 900km para fazer 1 dia de trabalho. A próxima vez que estejam em viagem à noite, vejam a quantidade de camiões parados, teria de haver 1 carregador para cada 1 desses camiões.
  • O autocarro urbano consome cerca de 100~150kWh/100km para um peso bruto inferior a 19TON, um camião de longo curso tem um peso bruto de 40~44TON (depende de cada país na Europa), mas mesmo a 150kWh/100km (o que é completamente irrealista), os 900km precisavam de 1350kWh, o que para carregar em 10h de repouso iria precisar de uma velocidade média de carregamento de 135kW, durante as 10h, para apenas 1 camião.
  • Esses 1350kWh, pesavam (com a tecnologia Tesla) pelo menos 5400kg de bateria, com um pequeno buffer rapidamente vai para 6TON de baterias, o que está a diminuir a capacidade de carga (logo, a diminuir a rentabilidade do negocio).
  • Achar que o operador logístico vai alterar a rota para ter acesso a carregamento é irrealista... Primeiro vai ter de existir a infraestutura antes de se venderem camiões, não tenham dúvidas que esta é a realidade europeia em tudo que saia da autonomia do camião.
  • Vários destes camiões circulam a 2 motoristas ou mesmo a 2/3 equipas, tendo ainda menos tempo de carregamento. O camião a rolar dá lucro, parado é só prejuízo.
  • Depois temos o formato mais aerodinâmico que praticamente todos os protótipos têm (com a exceção do Nikola Tre), isto é porque a diferença da aerodinâmica face à convencional cabine avançada europeia é claro gigantesca, mas isto irá ter um impacto gigantesco no aérea de transporte (semireboque), o que irá tornar ainda menos economicamente vantajoso o transporte... Já para não falar que o semireboque nem sequer podia ser o mesmo! O que implicaria mais um custo elevado, e significava também que o camião deixava de poder "pegar" em muitos semireboques, sendo que só por aqui ninguém que tenha empresa de trasnportes por conta de outrem, que não queiram saber sequer do camião...

O preço do posto de abastecimento a hidrogénio não é problema, o posto de GNL deverá rondar 1M€ e não faltam candidatos para as licenças...

Mesmo a China que apostou fortemente na mobilidade urbana elétrica (mais de 90% dos autocarros elétricos do mundo operam na China e já poupam mais que o consumo de petróleo da Grécia), não se veem substitutos reais fora do ambiente urbano e muito pequeno raio de operação.

Não me admira o Semi ter sido adiado, nem ficarei admirado se voltar a ser adiado... Foi o pior produto que eles podiam lembrar de fazer... A única forma de ter viabilidade económica fora do âmbito de carga de volume (em que o peso util não é importante, que são em muita menor dimensão) e dentro da autonomia dele, é com uma reformulação completa da legislação de pesos, dimensões e horários de trabalho...
 
Última edição:

João Prates

Moderator
Staff
CKL
Há vinte ou trinta anos víamos a viabilidade das renováveis, Prates? Era assim tão claro ou evidente?
Há 30 não sei porque nem pensava nisso, mas há 20 sim, decididamente sim, era mais que evidente.

Quando é que efetivamente tivemos o PV a ganhar terreno? E quando chegou com melhores preços por KWh que as eólicas substituiu-as?
Percebo o sentido para o teu argumentário da comparação entre os pares PV/Eólica e BEV/FCEV, mas não me parece que seja equivalente a comparação.
Ambas (Eólica/PV) são tecnologias 100% limpas, nenhuma delas previligia per se os lobbies instalados de produção de energia, e ambas podem ser livremente utilizadas por cada um de nós.

E o preço, já agora, tem andado sempre taco a taco, ora é mais barata a eólica (acho que é o caso actual) ora é mais barata a PV (acredito que venha a perder ainda mais terreno).

Acontece que só agora é que reduziu o consumo de crude. Até fins de 2019 o o consumo era sempre a subir.
Vejo a subida como sendo muito ligeira, e mais ligeira ainda quando consideramos o crescimento da economia e da população mundial.
É minha convição que não se pode ignorar o efeito da pressão para descarbonizar, porque sem ela certamente o crescimento do consumo de petróleo seria muito maior.

Sinto sinceramente que andamos em círculos nesta eterna discussão, voltamos sempre aos mesmos argumentos, e por isso mesmo não conseguimos alterar a opinião um do outro.
Concordo grosso modo com a visão do @Luis Neves , o tempo para a economia de H2 já passou, perderam o timming, não chegaram lá, hoje pouca ou nenhuma falta faz.

H2 verde = H2 complexo, caríssimo, económicamente inviável
H2 azul = H2 caro, com casos pontuais de viabilidade, mas com um problema enorme no componente CCS... como o armazenar? Faz lembrar os resíduos nucleares... NÃO, obrigado!
H2 cinzento = Libertar 7 a 12 kg de CO2 por cada kg de H2 produzido, é no mínimo criminoso, muitíssimo pior que produzir electricidade em centrais a carvão do século XX, NÃO, obrigado!
H2 azul ou cinzento = Manutenção da dependência das petrolíferas que continuam a utilizar combustível fóssil (gás natural) para produzir H2, com impactos desde a extração, NÃO, obrigado!
Produção individual, livre e democrática de H2 em casa totalmente impossível, tanto pela pressão requerida como pelo grau de pureza exigido pelas FCs;
Perdas brutais de energia nos FCEV, que variam de mais de 70% a pelo menos 30% quando comparadas com a utilização de baterias mesmo na geração actual de Lítio, um absurdo completo;

Todos estes pontos negativos (e fatais quanto a mim) podem ser melhorados ou mesmo eliminados no futuro? Sim, talvez possam, não sou futurologista, mas acredito no avanço da ciência a limites que hoje consideramos impossíveis. O passado tem-no demonstrado.

Mas... se temos uma alternativa JÁ HOJE à maioria das questões, que JÁ FUNCIONA EM LAB, i.e. já existe tecnologia de baterias que vem eliminar os únicos pontos em que o H2 tem vantagem (tecnologia de estado sólido), não te parece que é tempo do H2 deitar a toalha ao chão?

Não tenho nada contra subsidiar tecnologia que vale a pena subsidiar, com maior retorno futuro do que o investimento feito em subsídios hoje, foi assim com as renováveis durante anos, e hoje começamos a colher frutos, que vão perdurar para sempre. Não tenho mesmo nada contra isso.

Tenho tudo contra subsidiar uma tecnologia que tem mais desvantagens que vantagens, que já esbanjou biliões sem que o retorno tenha minimamente sido proporcional, e que tem tecnologia CONCORRENTE, nota que com as baterias de estado sólido deixa de ser tecnologia COMPLEMENTAR e passa a ser CONCORRENTE, que com muito menos esforço e em muito menos tempo apresenta resultados infinitamente superiores.

Desculpa a comparação estapafúrdia @Telmo Salgado, mas pareces alguém da década 20 do século passado a defender a complementaridade entre os dirigíveis e os aviões... tal e qual.
 
Última edição:

Telmo Salgado

Moderator
Staff
H2 cinzento = Libertar 7 a 12 kg de CO2 por cada kg de H2 produzido, é no mínimo criminoso, muitíssimo pior que produzir electricidade em centrais a carvão do século XX, NÃO, obrigado!
Não é verdade. Liberta 9 a 12kg...e com 1 kg de H2 o FCV percorre...125km, o que dá algo como 75gCO2/km, francamente melhor que TODOS os carros com MCI.

(fonte https://en.wikipedia.org/wiki/Toyota_Mirai )

Um BEV a 14kwh/100km, com eletricidade a carvão - 1kgCO2/kwh - emitirá algo como 140gCO2/km

fonte (https://en.wikipedia.org/wiki/Electricity_generation#Historical_results_of_production_of_electricity)
 

João Prates

Moderator
Staff
CKL
Bom ponto, mas acabaste de mudar de argumentação, tens noção clara disso não tens?

Até há pouco o H2 era bom porque como vector de energia podia ser utilizado para armazenar diversas fontes, incluindo as renováveis... defendias o H2 verde... agora falas de carvão...
Queres dizer então que o H2 azul ou mesmo cinzento será a solução para países onde a produção de electricidade é maioritáriamente à base de carvão, como a Polónia por exemplo?

Na minha opinião é tarde para isso, neste momento exigem-se medidas mais fortes, a tua assinatura de CO2 nos 408,55ppm assim o exige!
Como podes sequer sugerir uma transição de carvão para gás natural nesta altura? Isso já foi chão que deu uvas! Já tinha de ter sido feito há anos! Agora queremos renováveis!

O que há a fazer é alterar os modos de produção de energia para uma forte componente renovável, e não soluções caríssimas de mudança de paradigma que continuam a poluir bastante.
É estranha a tua insistência em depender dos combustíveis fósseis, a sério que me faz uma confusão tremenda, fuel oil ou gás natural são tudo fósseis!!! Larga o raio do vício @Telmo Salgado!

Aliás a tua argumentação das centrais a carvão é fundamentalmente faliciosa, porque como muitas vezes criticas foste tu mesmo fazer cherry picking... foste buscar o pior exemplo possível...
A média de emissões de CO2 na energia eléctrica vendida em Portugal foi segundo os meus dados mais recentes de 269 g/kWh, muito longe das 1.000g/kWh que referes!

Hoje em dia a produção de energia eléctrica por eólica e por PV são as formas mais baratas do mundo de produzir energia, não existe sequer a desculpa económica para poluir.
Depois de produzir, e tendo em conta a natureza inconstante dos elementos naturais, é preciso buffer para armazenar o excesso e complementar as falhas, e aqui é que pode entrar o H2.

Agora para o transporte, não vejo futuro algum no H2, desperdiça imenso, custa demasiado, não tem qualquer viabilidade quanto a mim.
Deixa chegarem ao mercado as baterias de estado sólido, estão quase aí, e fazemos o já tardio funeral do H2 na mobilidade.
 

Telmo Salgado

Moderator
Staff
Prates, volta um pouco atrás. A frase que escreveste (essa sim, cherry picking) merecia os meus comentários, foi só isso que fiz.
Não sugeri mais nada. Apresentei factos. Olha para a mensagem, em vez de atirares ao mensageiro, sff. O tal vício que referes não é para aqui chamado, como imaginas.

Agora em vez de H2 azul, que já vimos lá atrás emitir menos que os MCI (HSD incluídos), imaginemos o H2 mais limpo na sua origem, não concordas que a descarbonização é possível também com este vetor de energia (e acumulação)?
 

William Esteves

Well-known member
Também temos outra vantagem do hidrogénio como energia, pode ser substituto parcial na rede de gás natural:


"A EDP quer testar a produção de hidrogénio para incorporar no gás natural que hoje alimenta a central termoelétrica do Ribatejo."

Corrigam-me se estiver errado, mas não é também proporcionalmente mais vantajoso quanto mais energia renovável houver? Dado a que quanto mais excedente, mais barata será a eletrólise para produção em massa.

A minha opinião pessoal, é de que não haverá solução perfeita, e que o hidrogénio fará parte durante algumas décadas em alguns setores. Isto, caso não demorem mais 2020 anos...
 

Telmo Salgado

Moderator
Staff
Se o H2 for incorporado na rede de gasodutos, não é difícil (o que não quer dizer acessível por enquanto) a sua captura num qualquer ponto de chegada e separá-lo com uma pureza elevada, com uma membrana/peneiro molecular.
É um dos métodos de transporte estudado, se bem que limitado a 12% a 20% do volume total de GN no interior do gasoduto. O engraçado é que em teoria termodinâmica, o transporte se faz mesmo com consumo zero de GN, o H2 migra encontrando o equilíbrio de pressões parciais.

 

William Esteves

Well-known member
Foi uma parceria com a VDL, para testes, pela necessidade legal da diminuição de CO2 nos próximos anos.

Aproveitando essa publicação para balizarmos um pouco os consumos reais, esse mesmo pack de 170kWh foi instalado também no CF (trator 4x2), sendo que tiveram de limitar o peso bruto de conjunto a 37TON e apenas apontam para 100km de autonomia em distribuição urbana. Este trator tem uma tara perto de 10TON... Muito superior ao trator a gasóleo, com menos capacidade de carga (para além da redução pela tara elevada)


A VDL também é interessante de acompanhar, tem ideias... Diferentes... :ROFLMAO:

Eles têm sido bastante pró-eletrificação dos autocarros urbanos, sendo que arranjaram uma solução para "REX" de autocarros a hidrogénio... A sua aplicação foi... Peculiar :p



O atrelado tem os depósitos de H2, a célula de combustível e segue por cabo para o autocarro :LOL:
 

João Prates

Moderator
Staff
CKL
A frase que escreveste (essa sim, cherry picking) merecia os meus comentários
Não estou bem a ver que frase foi essa, mas adiante, pouco importa certamente.

Olha para a mensagem, em vez de atirares ao mensageiro, sff.
Também não percebo isto, nunca na vida me ia atirar a ti, discuto ideias, não pessoas, muito menos um amigo! WTF!?!?

O tal vício que referes não é para aqui chamado, como imaginas.
E continuo à nora... o vício que refiro é a tua paixão pelos motores de combustão, como raio é que isso não é para aqui chamado!?!?

Agora em vez de H2 azul, que já vimos lá atrás emitir menos que os MCI (HSD incluídos), imaginemos o H2 mais limpo na sua origem, não concordas que a descarbonização é possível também com este vetor de energia (e acumulação)?
No H2 azul há CCS, i.e. captura de CO2, não faz grande sentido falar de emissões no sentido lato, mas ok... não concordo com a tecnologia H2 para a mobilidade rodoviária porque existem alternativas melhores, pensava que tinha sido claro. Não vou apoiar dirigíveis quando posso ter A380... não vejo qualquer necessidade de complementar airliners com dirigíveis, desculpa.

Também temos outra vantagem do hidrogénio como energia, pode ser substituto parcial na rede de gás natural:
Aquilo que tinha lido sobre a Alemanha já há alguns anos era andarem a fazer experiências piloto com produção de H2 quando tinham produção de renováveis excedentária (causa grandes problemas na rede de distribuição de electricidade), e como não tinham onde gastar esse H2 este era injectado na rede de gás natural em percentagens inócuas, consumido portanto por esta rede sem que ninguém desse por ele. Era um "aliviar" da rede eléctrica despejando energia para a rede de gás, mandar fora, literalmente, energia excedentária.

Corrigam-me se estiver errado, mas não é também proporcionalmente mais vantajoso quanto mais energia renovável houver? Dado a que quanto mais excedente, mais barata será a eletrólise para produção em massa.
Teoricamente sim. Mas volto à minha pergunta de sempre: Preferes mandar fora para a rede de gás natural o H2 produzido, armazenar esse H2 para reconverter em electricidade mais tarde (duplicando as já altas perdas), ou simplesmente guardar o excesso em baterias com perdas mínimas com round-trips na casa dos 90% de eficiência? Perder 60% da energia excedentária ou perder 10%? A energia quando produzida pode até ter valor negativo, mas podes injectar de volta em alturas de pico com valor positivo, gerando receita... queres ganhar 40% ou 90%?

A minha opinião pessoal, é de que não haverá solução perfeita, e que o hidrogénio fará parte durante algumas décadas em alguns setores. Isto, caso não demorem mais 2020 anos...
Absolutamente de acordo, existiram porventura cenários vantajosos. Assim de repente para já consigo pensar no transporte marítimo de longa distância, sem certezas, mas parece-me ser um cenário plausível para o H2. Agora aplicações rodoviárias parece-me totalmente fora de questão assim que entrarem em circulação as baterias de estado sólido. Game over aí para o H2.
 

William Esteves

Well-known member
No H2 azul há CCS, i.e. captura de CO2, não faz grande sentido falar de emissões no sentido lato, mas ok... não concordo com a tecnologia H2 para a mobilidade rodoviária porque existem alternativas melhores, pensava que tinha sido claro. Não vou apoiar dirigíveis quando posso ter A380... não vejo qualquer necessidade de complementar airliners com dirigíveis, desculpa.
Um pouco off-topic, mas os dirigíveis também teriam o seu lugar não fosse uns "pequenos" desastres, para a movimentação de cargas pesadas que não necessitem de grandes velocidades conseguem uma eficiência no transporte significativamente superior que os aviões :p

Aquilo que tinha lido sobre a Alemanha já há alguns anos era andarem a fazer experiências piloto com produção de H2 quando tinham produção de renováveis excedentária (causa grandes problemas na rede de distribuição de electricidade), e como não tinham onde gastar esse H2 este era injectado na rede de gás natural em percentagens inócuas, consumido portanto por esta rede sem que ninguém desse por ele. Era um "aliviar" da rede eléctrica despejando energia para a rede de gás, mandar fora, literalmente, energia excedentária.
Teoricamente sim. Mas volto à minha pergunta de sempre: Preferes mandar fora para a rede de gás natural o H2 produzido, armazenar esse H2 para reconverter em electricidade mais tarde (duplicando as já altas perdas), ou simplesmente guardar o excesso em baterias com perdas mínimas com round-trips na casa dos 90% de eficiência? Perder 60% da energia excedentária ou perder 10%? A energia quando produzida pode até ter valor negativo, mas podes injectar de volta em alturas de pico com valor positivo, gerando receita... queres ganhar 40% ou 90%?
No balanço energético estou 100% em linha contigo, só que na realidade ainda temos graves problemas de fornecimento de baterias, o problema inerente à mineração do cobalto... Existem vários modelos que só não vendem mais simplesmente por não haver mais baterias... Sei que o balanço não é fácil de fazer e não é relação directa, mas quantos automóveis ligeiros podíamos retirar das cidades com a potência instalada naquelas mega baterias? O hidrogénio mesmo com perdas maiores, podia bem facilmente fazer o serviço (desde que absorvendo energia proveniente de renvovavéis) dos ESS e deixar as baterias para a eletrificação do setor automovel ligeiro...

Concordo com o hidrogénio, mas não nos moldes que muitos querem, em automóveis ligeiros... Hoje, já temos tecnologia, meios e materiais para criar verdadeiros "ESS's", a Toyota já tem o project portal com resultados incríveis, a aviação podia descarbonizar rapidamente... Então na aviação, não sei se teremos tecnologia para A320's a baterias na nossa geração... E no entanto parece que andamos a "brincar" aos Mirai's sem grandes Nexo's (pun intended Hyundai :cool: )...
 

Carlos Costa

Moderator
Staff
na aviação, não sei se teremos tecnologia para A320's a baterias na nossa geração...
Aqui, como no transporte pesado de mercadorias, o problema central é conseguir desenvolver um produto que sobreviva a intermináveis horas de uso em esforço. Então na aviação teria que ser algo à prova de bala. Há muitas variáveis que inviabilizam o uso de baterias, no presente.
 
Top Inferior