Falar das coisas

Rui Amaral

Active member
Em relaçao a Italia, na minha modesta opiniao, acho que os italianos foram vitimas do "dolce far niente" tão caracteristico daquele povo, ou seja, deixa andar....
 

Carlos Costa

Moderator
A meu ver este vírus seria sempre uma séria ameaça à saúde pública.
A maior ameaça à saúde pública é a ignorância. Este vírus seguiu o caminho que todos conhecemos porque o ser humano é uma autêntica besta e quebrou a regra elementar de todas as regras: nunca, mas nunca devemos comer cão e morcego mal passado! 😈
 

João Crisóstomo Afonso

Well-known member
Bom dia a toda a gente,

O "falar das coisas" era um lugar para falar da vida. Inevitavelmente, como o tema é extenso , falei de muita coisa, ou sobretudo falei de mim. E mesmo quando falei de outras pessoas, foi de mim que aproveitei para falar.
Quando iniciei este tópico a única ideia que tinha era trazer para esta comunidade assuntos ou ideias que não apenas carros, motores, e pormenores técnicos sobre ou em redor dos mesmos.
Entretanto, por causa do vírus, o Prates iniciou dois tópicos inovadores que dilataram o âmbito das trocas comunitárias: o tópico COVID-19 que a meu ver já cresceu muito para além da ideia inicial, e correctamente, incluindo a experiência humana do Lapa; e o tópico dedicado ao humanismo.
Também por isso me interrogo se neste momento vale a pena manter o Falar das Coisas, quando nesses dois tópicos já se fala abertamente das coisas da vida, através da vida concreta dos membros desta comunidade, seus modos de pensar, suas sensibilidades e experiências.

Deixo a questão.

Abraço amigo
Crisóstomo
 

Telmo Salgado

Moderator
Viva, Crisóstomo!

Os tópicos são sempre de memória, e para futuro. Um Diário de Bordo das nossas Coisas (interiores e a relação com o que nos rodeia)!
Manteremos ;)
 

João Prates

Archie Bunker
Só vi isto agora, desculpa @João Crisóstomo Afonso .

Acho que são 2 coisas/tópicos diferentes no fundo.

Sim, de vez em quando tocas em assuntos de humanismo, e nesse caso poderás optar por escrever num ou noutro local, afinal o teu tópico foi o primogénito.

Mas olho para o teu tópico mais como um género de prosa ou poesia até em forma de diário de quotidiano, um DB de ti mesmo ao invés da máquina, e isso é originalíssimo e bem apreciado.
 

João Crisóstomo Afonso

Well-known member
Salvemos então a criança,

Fazemos parte, eis a questão. E só somados somos o rosto que, oculto pela névoa, resiste. Não assumir isto, recusar ver, é o começo da rotura, é a rotura assumida do egoísmo.

Partilhar é tudo: o mais é efémero. Partilhar a vida o maior gesto de ternura, a dádiva absoluta que alguém pode fazer. Partilhar o ser o passo seguinte nesta aventura. Depois Deus, mas Deus já é tudo.

Abraço
Crisóstomo
 

João Crisóstomo Afonso

Well-known member
Há tanto tempo aqui não vinha que tive de procurar. Recuperado o caminho aqui fica uma coisa escrita em 2010 sobre a infância passada na aldeia então ainda com imensa família viva — hoje todos desaparecidos.

É sempre estranho falar dos outros, sobretudo quando já não nos podem ouvir.
Mas aqui vai: lembro-me de ser criança e de jogar às cartas sob a latada que deitava para o caminho.
Que importância tem isto não sei. Porventura nenhuma, ou só aquela que lhe dava.

Crisóstomo
 

João Crisóstomo Afonso

Well-known member
A tarde cai, os risos emudecem
Desperta coração, neste instante toda a saudade é tua
E não acabar o que sinto na tarde que não perdura.


Um rio passa, deixai-me passar com ele
Não quero mais senão olhar e vê-lo
Passando belo e tão sereno que nem dá por mim.


Ler o que escrevi
É como folhear um álbum de família
Passam os rostos e nós passamos com eles
E fecha-se o álbum e finda a vida.

Lisboa, 1978


Para encerrar este ano da melhor maneira

Crisóstomo
 

João Crisóstomo Afonso

Well-known member
"Pensamento do dia" foi uma coisa que criei para, nas plataformas em que participo, contrapor valores humanos às teorias da conspiração, mas sobretudo à negatividade que normalmente lhes está associada.
Juntar humor, ainda por cima de bom gosto, não me parece de todo desajustado.

Crisóstomo
 

João Crisóstomo Afonso

Well-known member
Sou mar que não finda
na praia ou aqui
De búzio no ouvido,
uma canção tresmalhada
Manta de retalhos de que fiz
Uma vida ou o nada.

Vivo sem saber se sonho
Ou se sou eu a realidade sonhada
Mas sonhando ou vivendo quisera ser apenas
O momento em que não se quer da vida
Mais que sonhar o nada.

Já não é em ti que penso
Antes no sentimento ausente
De te querer a meu lado
De te sentir por um momento
A brisa presente
O coração alado.

Impossível Limite, 1978
 
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