e-Redes, o "quero, posso, mando, e sou intocável" do grupo EDP - aka e-Redes strikes again, part 2!

João Prates

Archie Bunker
Aqui fica mais um caso prático de como a e-Redes (mais conhecida como EDP Distribuição), trata os cidadãos deste país de forma ignóbil, irresponsável, e sem pudor algum:

No dia 17 de Dezembro de 2021 fiz o registo de uma MCP (UPAC do tipo Mera Comunicação Prévia) junto da DGEG, a quem já tinha solicitado autorização e instruções para converter/anular a minha microgeração a produzir desde 2008 para o novo regime regulatório actual, com mais potência, e dando prioridade ao auto-consumo.

No mesmo dia tive o cuidado de telefonar para a linha de "apoio" ao cliente da e-Redes e perguntar se era preciso fazer algo do lado deles, uma vez que tinha um contador da minha micro que precisava de desligar, e tive a boa (e única até hoje) surpresa de ficar a saber que o sistema da DGEG já lhes tinha comunicado o registo da MCP de forma automática logo no momento da sua introdução.

Fui nesse dia informado que no máximo em 24h iria receber um email com a confirmação da activação do código de ponto de entrega de produção, ou alguma ação que fosse preciso tomar.
Sendo dia 17/Dez uma 6ª feira, deixei passar esse dia e a 2ª feira, e só liguei depois para indagar do estado do registo, porque mais de 24h tinham passado e eu não tinha recebido nada no meu email.

A esta segunda chamada telefónica e ao dizer que não tinha recebido info alguma, já me foram dizendo que em certos casos podia levar 2 ou 3 dias...
Para encurtar a história, 2 ou 3 dias depois já diziam que podia levar 1 semana, 1 semana depois já diziam que podia levar 2, e assim por diante, e aqui estamos quase 1 mês passado tal qual a 17/Dez!

Pelo meio uma das assistentes percebeu que o processo da MCP não avançava porque estavam à espera da tal troca de contador por um com telegestão "em campanha" tal como relatei neste outro episódio surreal da e-Redes. Supostamente essa ordem de serviço tinha prioridade por ter sido criada primeiro, e como tal teria de a concluir para a MCP avançar.

Uma vez que segundo a assistente o contador até já servia para a MCP, e com isso evitava ter de pagar a troca posterior por um contador inteligente, ficaria com um grátis, agendei de imediato a troca.
Assim no dia 23/Dez foi efectuada a troca, e desde então consigo consultar as leituras diárias online, bem como diagramas de carga, exportar a info, enfim, tudo o que este sistema novo permite.

Dia 24 nova chamada para a e-Redes, tenho a sorte incrível de apanhar a mesma assistente que me agendou a troca do contador, e é-me explicado que agora só é preciso os colegas da telecontagem se ligarem ao contador para o programarem remotamente para o netmetering de 15 minutos, que é coisa que se faz num instante, mais 1 ou 2 dias e estaria o processo fechado.

Volto a dizer, hoje dia 12/Jan, 20 dias depois de ter mudado o contador, e 26 dias depois de ter feito o registo, continuo com o contador por programar e portanto sem beneficiar da minha produção em netmetering, estou a oferecer energia à rede.

Ainda pelo meio, no final do ano, mesmo a dia 29/Dez peço no portal da SU Eletricidade a alteração do meu tarifário de bi-horário para tri-horário.
Escassas horas depois estava a receber uma notificação via SMS no meu telemóvel que estava agendada a alteração ao contador para o dia seguinte, e que a mesma seria feita remotamente.
Dito e feito, no dia seguinte de manhã recebo outro SMS a confirmar que já tinham programado o contador remotamente para o ciclo tri-horário.

Pergunto eu: O que os impede de fazer o mesmo com o netmetering para um produtor fotovoltaico poder finalmente começar a ser compensado pelo que produz e injecta na rede?
Porque motivo quando se pede para programar o contador com temas que nada têm a ver com as MCPs as coisas são feitas em menos de 12h, e quando são MCPs nem 26 dias chegam?

É exasperante.
Ainda para mais sendo a produção e consumo trifásicos, sem netmetering corro o risco (mais que certo) de estar a injectar energia numa fase (que ninguém me paga) enquanto consumo de outra (que tenho de pagar), porque não é fácil consumir exatamente o que está a ser produzido em cada fase, e até nisso o contador faz as contas para o global em vez de fase a fase, quando programado.

Já sinto pena dos asssistentes da linha de "apoio", que já não sabem o que me dizer, já ficam quase tão atrapalhados como eu, é evidente que alguém está a fazer isto de propósito, com fins desconhecidos, talvez apenas por gozo, por sacanagem, por filha da putice, o que lhe queiram chamar, mas o certo é que ficam impunes!

Já foram vários os pedidos de esclarecimento abertos pelos próprios assistentes aos colegas dos departamentos respectivos, a perguntar o porquê da situação, e pasme-se, nem aos assistentes do call center se dignam responder, quanto mais ao cliente final. Incompetência e inculpabilidade total, um autêntico filme de terror.

Ah, esqueci-me de mencionar que pelo meio no dia 4/Jan bateram todos os recordes da incompetência ao me enviar uma carta a informar que teria de mudar de contador para poder ter a contagem bi-direcional necessária à UPAC, a pedir mais de 100 Eur para o fazerem!!! Quando a fazer fé na informação prestada pelo call center o contador que tenho já faz isso tudo, só falta ser programado, e aliás vejo eu mesmo a info toda online, por isso não tenho como duvidar.

Como raio é que me mandam uma carta em Janeiro a pedir para pagar por uma troca de contador que já foi feita em campanha em Dezembro!?!?!

Farto disto no dia 6 submeti reclamação via livro de reclamações online.
Adivinhem... zero resposta até ao momento, e da ERSE nem um pio até agora, e já sei que quando responderem vai ser como em situações anteriores, vão querer fechar o processo assim que a EDP responder, seja de forma coerente, seja com um disparate qualquer, até lá pode vir a receita do Bacalhau à Gomes de Sá, que para a ERSE o caso é fechado.

E assim vai o nosso país, entregue a esta gente, a esta canalha, que não tem outro nome, que só existe para dificultar a vida de quem trabalha no duro por um mundo melhor.
Têm as pessoas e as empresas investimentos de largos milhares de Eur efectuados, muitos como no meu caso a pagar financiamento bancário, à espera do justo retorno, e a e-Redes boicota tudo a seu belo prazer, e faz o que quer, quando quer, de forma totalmente impune.

Há pouco liguei pela última vez para a linha de apoio... coitada da rapariga...
Perguntei pelas várias reclamações, nenhuma tem resposta, perguntei pelos pedidos que os seus colegas tinham feito para a telecontagem, nenhuma tinha resposta, a rapariga mal conseguia falar.

É pena que quem dá a cara/voz sejam os únicos a sentir vergonha por culpa alheia.
 
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João Prates

Archie Bunker
E o meu caso não é nada... sei de outro caso, de outro utilizador aqui da casa, que aguarda a carta final da e-Redes que permite finalmente fazer contrato de venda de excedente desde Maio 2021!!!

Portanto não sou nenhum Calimero ou caso raro, ave rara, como queiram chamar, isto é prática corrente da e-Redes, e ninguém mete esta gente no lugar!

Uma multa da ERSE de uns bons milhões de Eur iam logo ver como elas doíam, mas isso era preciso que o regulador tivesse cojones para se meter com os chineses... tá quieto...
 

João Prates

Archie Bunker
Bem, a saga continua, daqui a pouco vou abrir mais uma reclamação contra a e-Redes, desta feita porque mentiram e não fizeram o que dizem ter feito.

Como parte do processo de migração de Microgeração para UPAC pedi para desligarem o ramal da microgeração, até porque quero aproveitar o contador que é meu.

Hoje recebo um email que diz:

1642072717005.png


Estranhei, porque trabalho numa janela mesmo ao lado do contador e não dei por ninguém ir desligar o ramal na portinhola de microgeração, mas podia ter sido feito sem eu ver.
Fui todo lampeiro para retirar o contador, e verifico que continua activo, com corrente, tudo como sempre esteve, não vieram cá e não mexeram uma palha no ramal.

MENTIRAM.

Portanto fico novamente à espera mais não sei quanto tempo que venham REALMENTE desligar o ramal para eu poder tirar o contador, até porque a última contagem do mesmo tem de ser fornecida à SU ELETRICIDADE para poderem emitir a última fatura da microgeração, e sem isso não posso retirar o equipamento do lugar, teria de violar o selo.

Volto a dizer... estes tipos fazem o que querem, quando querem, mentem, tudo em total impunidade.

Adoro o grupo EDP, é o grupo por quem mais "amor" nutro no nosso rectângulo à beira mar plantado!
 

João Prates

Archie Bunker
Eu não disse que não tinha um molho delas... simplesmente referi que este grupo está no topo dos topos...
Se eu te contasse as javardices que tentaram fazer (e por vezes com sucesso) a nível empresarial para roubar clientes à Ecowatt.... são do piorio... a ética não é 0, é abaixo de 0!
 

José Rosado

Well-known member
Sim, eu sei. Como bem percebeste, estava a picar-te um pouco :p

Agora imagina teres um irmão que trabalhou toda a vida para uma das empresas que esta na tua hate list :devilish:
 

João Prates

Archie Bunker
Ah, esqueci-me de mencionar que pelo meio no dia 4/Jan bateram todos os recordes da incompetência ao me enviar uma carta a informar que teria de mudar de contador para poder ter a contagem bi-direcional necessária à UPAC, a pedir mais de 100 Eur para o fazerem!!! Quando a fazer fé na informação prestada pelo call center o contador que tenho já faz isso tudo, só falta ser programado, e aliás vejo eu mesmo a info toda online, por isso não tenho como duvidar.

Como raio é que me mandam uma carta a pedir para pagar por uma troca de contador que já foi feita em campanha em Dezembro!?!?!
Hoje em mais uma chamada recorrente para a e-Redes o assistente que aparentava saber muito mais que o normal do tema explicou-me o que se passou com a carta.

Segundo o que me disse, a carta foi emitida a dia 4 Jan, mas foi validar a situação do contador à data do registo (dia 17 Dez), portanto não viu o contador instalado a 23 Dez!
Digam-me lá quem é que no seu juízo perfeito faz uma emissão de carta, ainda para mais com custos para o cliente, olhando para a situação existente semanas antes, em vez de validar a situação à data de emissão da carta!?!? Isto é de doidos!

Esclarecido este ponto, que como disse antes só mostra a incompetência da e-Redes, continuamos sem saber porque motivo desde o mesmo dia 4 receberam a minha reclamação pelo sucedido e continuam sem dar resposta. Deixa ver... se calhar... ah pois... incompetência, sacanagem, ambas, é só escolher.
 
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João Prates

Archie Bunker
Faz hoje 17 dias úteis, 22 dias corridos, desde que o contador com capacidade de telegestão foi instalado no meu local de consumo com UPAC instalada.
Até ao momento continuo com o contador por programar, perdendo dinheiro todos os dias, e sem beneficiar de todas as potencialidades do sistema instalado.

Foi altura de enviar email ao regulador - vamos a ver o que se segue agora.


Exmos. Srs. ERSE,

Muito bom dia,

Venho alertar que os factos relatados no processo de reclamação x/xxxxx/2022 aberto a 7 de janeiro dizem respeito a reclamação efetuada junto da e-Redes no dia 24 de Dezembro de 2021, e que desde essa data mais de 15 dias úteis já passaram sem que o contador instalado no dia 23/12 tivesse até ao momento sido programado de acordo com a legislação das UPAC para produção distribuída como era obrigação da e-Redes.

Recordo que a programação remota do contador é algo que se faz em escassos minutos, e que desde o dia 24 de Dezembro de 2021 que tenho feito chamadas praticamente diárias para a linha de apoio da e-Redes a solicitar a dita programação, sempre sem resposta.

A própria linha de apoio da e-Redes reconhece que os prazos limites foram já todos ultrapassados, mas afirmam não conseguir fazer mais que insistir, o que têm feito desde há semanas a esta parte, sendo ignorados todos os seus pedidos.

Agradeço a intervenção urgente do Regulador, porque estamos a cada dia que passa a perder dinheiro à custa da inação da e-Redes.

Cpts,
 
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João Prates

Archie Bunker
Bem, a saga continua, daqui a pouco vou abrir mais uma reclamação contra a e-Redes, desta feita porque mentiram e não fizeram o que dizem ter feito.
Feito.

Bons dias. No dia 10-01-2022 solicitei à e-Redes (via linha de apoio telefónico) o corte do ramal de microprodução com o CPE PT000xxxxxxx. Informei que tinha urgência no corte do ramal porque precisava do contador instalado no ramal para outras funções, e a SU ELETRICIDADE precisava da última leitura tirada pela e-Redes aquando do corte do ramal para poder proceder à emissão da última fatura de fim de contrato. Confirmaram-me que a última leitura do contador é sempre tirada quando se desligam ramais, e que a ordem estava registada naquele momento, era só aguardar. No dia 13-01-2022 recebo email da e-Redes (ref. contacto xxxxxxxxx) informando, e passo a citar, "Confirmamos que, já foi desligado no dia 11-01-2022., o fornecimento de energia elétrica referente à microprodução", fim de citação. Quando me preparo para retirar o contador, de um ramal que segundo a e-Redes já estaria desligado, verifico que o ramal continua ativo, que contrariamente ao que era afirmado no email nada tinha sido feito, i.e. o email enviado mente ao cliente. Contactei a linha de apoio telefónico novamente, que para minha surpresa achou a situação "normal", ou seja, é prática corrente da e-Redes mentir ao cliente, simplesmente dá baixa administrativa do ramal mas o mesmo continua fisicamente ativo. E claro, ninguém tirou contagem nenhuma porque nem se dignaram a ir ao local. O operador da linha de apoio reforçou o meu pedido mas não me soube dar qualquer previsão de corte efetivo. Venho reclamar desta situação junto do regulador, porque em primeiro lugar não me parece que possa ser considerado "normal" darem um pedido como executado sem fazer rigorosamente nada na rua fisicamente, e em segundo lugar porque como em tantas outras situações a e-Redes prejudica impunemente os seus clientes com atrasos e falsidades nas comunicações e atitudes que toma, arrastando indefinidamente o bom termo dos pedidos efetuados pelos clientes, como é o caso em apreço exemplo evidente. Grato, João Prates
 

João Prates

Archie Bunker
E pronto, é oficial, faz hoje exatamente 1 mês que submeti o meu registo de MCP no site da DGEG, e que o mesmo foi enviado para a e-Redes, que disso deu confirmação.

Há 1 mês que a e-Redes tem o meu registo, e eu continuo sem ter o meu sistema a funcionar em pleno, a aguardar a malfadada carta que dá o OK da e-Redes como tendo o contador compatível e devidamente programado para o net metering regulamentar como manda a lei para as UPACs.

Sem essa carta não consigo sequer ver contabilizada como manda a lei a energia que produzo, e muito menos consigo fazer contrato de venda da energia excedente, por essa carta da e-Redes ser peça fundamental e necessária para a celebração de contrato junto de um comercializador.

É uma vergonha esta empresa, e o país que permite que empresas como esta prosperem, ainda para mais em monopólio, sem qualquer controlo, rédea solta total.
 
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João Prates

Archie Bunker
Reclamação também submetida ao Provedor do Cliente EDP:

Exmo. Sr. Provedor do Cliente EDP,

Efetuámos registo da UPAC com nº xxxxxx/MCP a 17 de Dezembro de 2021. Só uma semana depois a 23 de Dezembro e graças a muita insistência nossa junto da linha de apoio ao cliente da e-Redes finalmente foi substituído o contador de consumo por outro que suporta a telegestão necessária a este tipo de instalações.

Ainda assim, e apesar de insistentes e quase diárias reclamações via linha de apoio, bem como reclamação no livro de reclamações, hoje dia 17 de Janeiro 2022, exatamente 1 mês após o registo, e 18 dias úteis depois da troca de contador, continuamos em total blackout de informação por parte da e-Redes que justifique manter-se o contador por programar conforme é de lei.

A e-Redes causa-nos prejuízo diário ao impedir a realização de contrato de venda de excedente com um comercializador.

Agradeço:
1) Programação imediata do contador conforme é de lei para as instalações UPAC, com netmetering de 15 minutos;
2) Emissão imediata de carta de conclusão de processo por parte da e-Redes com indicação do CPE de produção;
3) Comunicação à DGEG do CPE de produção;
4) Indemnização/compensação pelo excesso de tempo decorrido desde a data de registo na DGEG até à data da efetiva programação e emissão da carta acima referida.

Agradeço intervenção de V. Exa. junto da empresa.
 

João Prates

Archie Bunker
Bem só agora ao ler o email de confirmação do Provedor do Cliente EDP é que fico a saber esta linda pérola, deve ser SLA transversal a todo o grupo... uma vergonha:

O seu processo será respondido no prazo máximo de 30 dias úteis.

Sim, leram bem, 30 dias úteis, o que a somar aos 30 dias de calendário que já passaram, ou no mínimo aos 15 dias úteis que a e-Redes diz ser o seu SLA (e que não cumpriu), ficamos com um total de 45 dias úteis, desde a data em que era suposto terem cumprido com uma obrigação, até ao momento limite em que podes esperar obter resposta do Provedor em caso de reclamação... impressionante!

Fazendo as contas, com o registo a 17 de Dez, e cumprindo as 24 a 48h que diziam inicialmente ser o "normal" (dito pela linha de atendimento e-Redes no dia 17/Dez), eu poderia reclamar como fiz a 21 de Dez, e em cima disso +45 dias úteis iria parar a 21/Fev, exatamente 2 meses depois... tá bonito tá... como fiz hoje a reclamação não posso reclamar (da falta de resposta à reclamação LoL) se não vier resposta antes de dia 25/FEV!

Deixa cá recapitular isto...
- O SLA da e-Redes é de 15 dias úteis, e um tipo não pode (não serve de nada) reclamar se levarem até esse prazo, portanto só reclamas com pelo menos 3 semanas de atraso;
- A cada reclamação a e-Redes volta a aplicar o SLA, o que significa que tens mais 3 semanas de espera até avaliarem a tua reclamação, e vamos com 6 semanas...
- Caso não gostes da resposta, podes recorrer ao Provedor do Cliente EDP que tem 30 dias úteis para responder, i.e. mais 6 semanas em cima... e vamos em 12 semanas!
- Nota breve: A reclamação no livro de reclamações online que vai parar à ERSE também tem 15 dias úteis para ser respondida pela e-Redes e não fazem nada antes disso.

Estão a ver que todos os caminhos vão dar a Roma não estão?
Já ficou claro como as coisas estão feitas para beneficiar e deixar o cliente sempre pendurado tempos sem fim não já?
 

João Prates

Archie Bunker
Ora cá está, a e-Redes a bater recordes:


Mas agora pergunto eu, o que é uma multa de 450k Eur face aos milhões de prejuízo que estes "senhores" causam na economia a nível nacional, sem termos alternativa para escolher?

Se o cidadão pudesse escolher a empresa, como quem escolhe comercializador, ainda vá que vá, agora em monopólios as multas tinham de ser muitíssimo mais pesadas, senão como em tanta coisa neste país o "crime" compensa, dá mais lucro prevaricar e pagar multa que cumprir.

Assim não.

P.S. - Sim, continuo à espera de ver o meu problema resolvido, tudo na mesma.
 

João Prates

Archie Bunker
Bom, novidades do caso, acabei de receber uma chamada da e-Redes, quando minutos antes já me tinha apercebido de uma entrada de uma ordem de trabalho para a minha instalação no portal da e-Redes:

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Alegam que já tentaram uma vez efetuar a programação remota do contador para o net metering de 15 minutos, mas que o equipamento não assumiu a programação.
Será? É daquelas coisas que nunca ninguém vai conseguir provar, nem que sim, nem que não, evidentemente.

Dizem que vão tentar novamente hoje, mas que à cautela fica desde já agendada uma visita de um técnico esta sexta-feira para ver no local o que se passa e decidir:
  1. Se o contador assumiu a programação deixa ficar - pouco ou nada provável;
  2. Se o contador não assumiu a programação remota vai tentar programar localmente por via óptica, e se funcionar fica o mesmo contador instalado;
  3. Se o contador não assumiu a programação remota e não aceitar programação óptica será trocado por outra unidade que será de imediato programada localmente.
Consultando as ordens de trabalho já vejo essa alteração com a data de agendamento da última linha alterada para dia 21; vamos a ver se esta novela mexicana termina nesse dia.

Aproveitei para questionar sobre o desligamento do ramal de microprodução, até porque se vem cá o piquete é a altura certa para evitando outra deslocação efetuarem desde logo o real corte de ramal e libertarem o contador que é minha propriedade. Para meu espanto tal não é possível!

Pelo que percebi tem de ser gerada outra ordem de trabalho, mesmo que fosse na mesma visita física, e a mesma não pode ser ainda gerada porque quem pensou neste cenário de corte de ramal originalmente não pensou bem nisto, e a criação de uma ordem destas está a gerar custos para o cliente, e já sabem que se o fizerem vai saltar imediatamente outra reclamação! Só faltava mais essa!

Parece que o génio que pensou neste use case de desligar microgerações pensou apenas que o contador é do cliente, e portanto ele que vá lá retirar o contador quando quiser.
Não pensou que tem sempre de haver uma última contagem para dar ao comercializador que estava a comprar a energia, nem tão pouco que sem retirar o fusível da portinhola (que é propriedade da e-Redes e não podemos mexer) a linha do ramal continua "viva" e portanto nem sequer é seguro fazer operações como retirar o contador.

É só pequenos génios naquela empresa. Agora estão a ver como fazer as coisas sem imputar custos para o cliente, ou assim alegam, é a "desculpa" do momento.
Entretanto o cliente continua à espera de tirar o contador que é sua propriedade do ramal para o utilizar na UPAC/MCP. Tristeza.

Quanto ao net metering da MCP, tal como disse ao assistente da e-Redes que me ligou, vamos a ver se esta luz ao fundo do túnel é mesmo a saída, ou se é um comboio que aí vem!
 
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