Diário de Bordo do Hyundai Ioniq Electric "le Xeriff"

Léo Grova

Well-known member
Um colega meu, que também vende carros, ( o Luis conhece muito bem) tem um ioniq para venda , com 100k kms, e, segundo ele , 1% de degradação.
Não faço ideia como ele chegou a este valor.

Podes tentar saber Luis?

Se de facto a capacidade da bateria são os 31kwh, existe muita margem, não só para proteger a bateria dos extremos de SoC, como também alguma margem até a perda de autonomia ser notada.

O Miguel Ramos, que tem um Ioniq, com aproximadamente 3 anos, diz que "nota" que a percentagem final de SoC, desaparece mais rápido do que quando o carro era novo.

Um pouco à semelhança do que acontece com os nossos telemoveis?
Quando novos, com 5% estás imenso tempo no telefone; quando já não são novos, num momento estás com 5 ou 7%, e a seguir ele desliga.

Se assim for, a degradação mais dificilmente é notada, uma vez que, em utilização normal, o utilizador raramente deixa o SoC baixar dos 15, 20%.
 
Última edição:

João Prates

Archie Bunker
o video tb tá cheio de imprecisões...
Não te atrevas a dizer isso ao TODO SABEDOR Björn! Sacrilégio!
Se te atreveres a corrigir o gajo em alguma coisa ainda levas como eu com um "educate yourself" pelas trombas!

Youtubers com mania das grandezas, acham que ter subscritores "às pazadas" lhes dá moral e conhecimento... são os novos Doutorados da Internet...
Ainda este puto andava de fraldas já muitos dos que aqui escrevem neste espaço rolavam em carros puxados por MGs... mas pronto... ele é famoso, logo tem razão em tudo...
 

João Prates

Archie Bunker
Um pouco à semelhança do que acontece com os nossos telemoveis?
Quando novos, com 5% estás imenso tempo no telefone; quando já não são novos, num momento estás com 5 ou 7%, e a seguir ele desliga.
Nunca me sucede isso.
Deixo a dica para Android:

Mantenham a bateria sempre acima dos 20%, e regulem o aviso/alarme de carregamento para os 80%, e passam a ter como eu telemóveis a durar anos a fio sem qualquer problema na bateria.

Com os telemóveis é fácil, os 0% são mesmo 0%, e os 100% são mesmo 100%, eles querem mesmo é que a malta torre as baterias para trocar de equipamento.
Com cuidado de nossa parte trocamos-lhes as voltas facilmente.
 

Luis Neves

Moderator
Já li algures que a capacidade da bateria é superior ao declarado, e vai sendo libertada ao longo do tempo, anulando de alguma forma a degradação. Se o mecanisno for este, haverá claro um limite a partir do qual já não haverá "buffer".
 

Carlos Costa

Moderator
Eu também gostava de ir contando os anos sem que os cabelos brancos surgissem, mas eles teimam em aparecer! ;) É natural e é normal.

A degradação das baterias é inevitável e acontece com o acumular dos anos, dos kms, das cargas e dos maus tratos que recebem. A bateria do Ioniq, apesar de bem concebida e, sobretudo, refrigerada, não será excepção, apesar de haver relatos de carros com mais de 130 mil km ainda a reportar 100% de SOH. Claramente que haverá um buffer a absorver essa degradação. O meu vai com 2 anos e meio de vida e quase 53 mil km. Talvez tenha feito, até hoje, uns 8-10 carregamentos rápidos, por necessidade, mas faço os possíveis por carregar em casa, na garagem, protegido do sol, num local com temperatura constante ao longo do ano e com uma potência de carregamento mais amena. A média de consumo é baixíssima, a rondar os 10-11 kWh/100km, e isso reflete uma condução regrada, muito calma, evitando os Fiat's 500 nos semáforos. No final é isto que vai definir a longevidade da bateria, não tenho dúvidas quanto a isso. Uma avaria pode sempre acontecer, é normal, no entanto se a utilização for bem feita o retorno será positivo.

Será assim tão complicado ser honesto e mostrar o real valor de capacidade ao longo do tempo, que afinal é algo que toda a gente sabe vai diminuindo com o tempo?
Sou da mesma opinião. Há muitas especificações que não passam para o consumidor final, e isso não é bom.
 

Marco Silva

New member
As especificações que se conhecem :
LG Chem - LQ 1729 - A2, 43 Ah.
43Ah x 192 celulas x 3,73V = 30 794 Wh.

O carro carrega até a célula mais alta atingir os 4,14V (se não me engano) e a carga é imediatamente terminada. Não há a segunda fase de carga chamada Constant Voltage. Ficam uns 10% por carregar e desde que o carro não altere este procedimento de carga, estes 10% nunca serão usados para mascarar degradação. Isto faz com que o utilizador nem sequer sinta falta da travagem regenerativa com carga a "100%".
A degradação existe, claro, mas no Ioniq parece ser efectivamente mais reduzida.
 

Léo Grova

Well-known member
Obrigado pelo acrescentado, Marco.

Gostava de frisar 2 aspectos que o Carlos falou.
A temperatura (relativamente a proteger o carro do sol e das temperaturas ambiente agressivas) e a utilização regrada (suave, descargas moderadas)

Acho que são factores importantes para a saúde da bateria. E poucas vezes se fala neles.
 

Pedro Tiago

Knight that says "Ni"
Não te atrevas a dizer isso ao TODO SABEDOR Björn! Sacrilégio!
Se te atreveres a corrigir o gajo em alguma coisa ainda levas como eu com um "educate yourself" pelas trombas!
Como grande parte dos conteúdos que procuro na net, aplico sempre o filtro, ainda para mais depois desse comentário dele, o filtro apertou ainda mais, mas, infelizmente o homem tem tempo e acesso a muita coisa que o comum dos mortais não tem, e consegue-se sempre aproveitar algum conteúdo.

Exemplo, o gajo diz que a percentagem do SOC mostrado pelo carro não é linear, e que o ritmo de descida abaixo dos 50% se acelera (algo deste género), no entanto, depois quando carrega o carro, vai só até aos 94% (nao sei se é limitação do carregador) no entanto, se é verdade o que disse antes, nao leva em linha de conta que os 6% adicionais valem mais do que 6%.

Outra, no fim do video, nem com a ajuda de uma camara de infra-vermelhos o homem não é capaz de ver que o carro dissipa o calor da bateria por baixo, ao pé da roda... acho que até o Dr. Watson chegava lá.
 
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