Diário de bordo do Big Foot

Luis Neves

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Precisamente, é isso. Bem mais pequeno e leve que o adaptador Chademo, que é um "bacamarte".

Note-se que nos modelos anteriores a 2019 não basta o adaptador, é precisa uma intervenção para mudar algo no carro para que o adaptador funcione, para além de reconfigurações de software. Não sei os detalhes do que é fisicamnete alterado mas é uma operação que ainda leva algumas horas.

A Tesla acaba de reduzir o preço da intervenção+adaptador de 500 para 300 euros, tendo em conta o deploy dos SUC v3, pelo que já me entalei em 200€ com a pressa (um bom tema para o tópico das táticas comerciais da Tesla :)).
 

João Prates

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CKL
Gostava de ser semelhante em CHAdeMO->CCS para o UX300e
Isso seria muitíssimo mais complexo e caro, teria de ter microprocessador incorporado, não se trata apenas de fazer match dos pin outs, tens de traduzir protocolos completamente diferentes.
Por algum motivo ninguém o fez ainda.

Bem mais pequeno e leve que o adaptador Chademo, que é um "bacamarte".
Para adaptador CCS <-> CHAdeMO terias de ter um bacamarte semelhante, e igualmente (ou mais) caro.
 

Luis Neves

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Bom, hoje deu para pegar de nvo o assunto do OBD, pois não me está a apetecer perder a oportunidade de acompanhar o que se passa com a bateria numa viagem longa. Primeiro verifiquei que a comunicação não se estabelecia com a app, dando socket error. Desmontei a gaveta atrás da qual está a porta de comunicações do carro e o ODD ligado, andei às voltas e acabei por conseguir remontar a gaveta passando o fio pela parte lateral (ajuda bastante ser daqueles fios planos), ficando o OBD à vista e bem seguro na parte lateral. Imagem:




Ficou bem, não?

Bom, a surpresa seguiu-se. Agarro no telemóvel, por acaso deu-me para ir à app antes de tentar novo emparelhamento e...funcionou!

Fiquei a pensar: será que o facto de estar atrás da gaveta e numa zona com vários fios estaria a impedir a propagação do sinal bluetooth?

Enfim, pelo menos agora esse problema não se coloca e em caso de necessidade é fácil de voltar a emparelhar, bem como de retirar.

Do que fui espreitando, as baterias andavam por uma temperatura de 32ºC, mais ou menos a temperatura ambiente do dia de hoje.

Quanto à voltagem, é um prazer verificar desvios máximos entre células de 4 mV....
 
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Luis Neves

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Entretanto disse ao Big Foot para onde ia, para se ir preparando, e ele desenhou este trajeto:



O carro não entra em linga de conta com outras redes de carregamento, o que é pena. Para preparar uma viagem deste tipo acaba por ser melhor usar a aplicação/site ABRP (A Better Route Planner). É fenomenal. Selecionamos o carro e modelo, podemos colocar consumos médios, % de degradação da bateria, SOC mínimo com que queremos chegar a cada carregador, SOC mínimo para chegar ao destino, enfim, tudo. E ainda com a vantagem de conhecer outras redes. Por exemplo no trajeto que simulei, entrou em linha de conta com a estação Ionity de Capens, a Oeste de Toulouse, que colmata uma falha na rede Tesla e evita um desvio a norte de Toulouse para aceder a um SUC.

Sem prejuízo de que o navegador do carro já desenrasca muito bem.

Saída prevista esta sábado cerca das 4h, irei tentar fazer a reportagem em direto ao longo do trajeto, até MArselha. Serão pouco mais de 1.500 km, prevendo-se 15h de condução, 4h de paragens e 1h de perda de fuso horário, o que totaliza 19h reais e 20h de "calendário".

À cautela, descarreguei e instalei a app Ionity e associei cartão de crédito. É suposto chegar ao posto, apontar o telemóvel para o código do posto e voilá, está a carregar. Cartões? Contratos? Isso é na tugalândia....onde se gosta de complicar.
 
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Luís P. Silva

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Desfrute @Luis Neves porque toda essa costa e não só são lindas; vale a pena fazê-la toda, sempre junto ao mar! Evitando a auto estrada, por várias razões, portagens, paisagem, e, no seu caso, economia de energia.

Cumprimentos e continuação de boas viagens
 

Luís P. Silva

New member
Se bem que nesta altura do ano não é a melhor para se fazerem esses passeios já que toda essa zona é o destino de férias dessa gente pelo que facilmente se apanha muito trânsito, e, mesmo engarrafamentos... É mais ou menos equivalente â nossa 125.

Mas estando aí ainda assim, reserve uma dose de paciência e não deixe de o fazer.
 

Luis Neves

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O planeamento no site A Better Route Planner para viagens longas é excelente, pois tem uma base de dados de viaturas e ainda permite algum fine tunning das suas careterísticas, bem como definir o SOC mínimo à chegada a cada carregador e ao destino. Tudo configurado, retornou-me 7 paragens com 3h30, e 15h30 de condução para 1500 km. Ou seja, um total de 19 horas, que coincide com um par de deslocações que fiz o ano passado numa viatura convencional.

É uma viagem dura de fazer de seguida, mas como não havia vontade de ficar em hoteis devido ao COVID, e tendo em conta a tradição de longas viagens do condutor, lá resolvi apontar para sair de madrugada, por forma a fazer Castela e Leão durante a manhã (as temperaruras no verão disparam facilmente para os 40.º). Inicialmente pensei em ir numa sexta, para evitar o trânsito de fim de semana e o risco de apanhar filas nos SUC, mas as coisas não se propiciaram e teve de ficar para um sábado.

E assim, pelas 3h35 da madrugada, deu-se a partida para o longo trajeto, com perspetiva de chegada à meia noite (em adição ao tempo de viagem, perde-se 1h de fuso horário ao entrar em Espanha).

O momento da partida, após reset aos contadores todos (os primeiros 100m são a subir):

 

Luis Neves

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Primeira etapa integralmente noturna, onde pude aprecisar que os máximos automáticos funcionam bastante bem, não obstante não terem aquela função espetacular do 4G de funcionamento em matriz. Mas as comutações fazem-se no momento certo, tirando a situação de nos cruzarmos com painéis de trânsito de grande tamanho, muito refletores, em que o carro passa a médios.

Fui pelo trajeto mais curto (IP3/A35/N234 até Nelas e depois A25). O desnível entre a partida e a chegada é grande, a maior parte do trajeto é ascendente. Um erro ao sair na Guarda para o SUC levou-me a entrar noutra autoestrada e a acrescentar 12 km aos 156 previstos.

O consumo não foi espetacular, mas é daqueles trajetos onde o regresso será bem melhor do que a ida...

Média de 93 km/h e resultado final à chegada:



Portanto a viagem foi feita com 98-44=54% de SOC.

Escusado será dizer que às 5h30 da manhã não havia mais ninguém a carregar e era noite cerrada...começou a clarear um pouco apenas à hora da saída. Os postos são giros de noite:



Tendo em conta que ainda não existe SUC em Salamanca, o que obriga a efetuar um trajeto direto até Tordesilhas de cerca de 250 km, quis pelo seguro sair razoavelmente atestado. Aliás, esse aspeto que diria faz parte de alguma insegurança de uma primeira viagem, repetiu-se em vários troços e levou a alguma perda adicional de tempo nos carregamentos, onde poderia ter sido mais agressivo.

Foram 34 minutos até aos 88%, momento em que achei que era de arrancar, e assim fiz.

 

Luis Neves

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Os trip do Big Foot têm um defeito, apenas um deles (o da viagem ativa) indica o tempo percorrido, e cada vez que se para tem um reset automatico. Por isso sempre que há paragens intercalares fica complicado de calcular a velocidade média, a não ser que se tomem notas (não foi o caso). Uma paragem na última área de serviço antes da fronteira estragou as contas da etapa seguinte, a qual decorreu até Tordesilhas, perto de Valladolid.



Após a fronteira o terreno fica plano, não há grande vantagem em ser o condutor a gerir para otimizar a abordagem a declives, por isso foi altura de testar o autopilot.



Curiosamente dei com uma limitação da qual já tinha lido algo. Após o nascer do Sol, ouve momentos em que o carro ia apontado ao mesmo. Pois não era apenas o condutor a ficar ofuscado, a dada altura o autopilot desligou-se com indicação de que a câmara estava "obstruída".

De resto funciona bem como se espera, há que manter a mão no volante exercendo alguma pressão para que não se desligue, tirando isso o carro mantém-se na faixa direitinho.

Desta vez não houve enganos, e 250 km depois estava a parar em Tordesilhas com o SUC disponível em grau elevado - apenas outros 2 Tesla a carregar. A chegada fez-se com 19% de SOC - uma agradável surpresa. No incío da viagem o carro recomendou várias vezes não passar dos 120 km/h para chegar ao destino...



O consumo foi então de 88-19=69% de SOC.

A média dentro do que já me vou habituando no Big Foot, 18,1 kWh/100 km. Como podem ver perdi a média horária dos primeiros 27 km, devido à paragem na estação de serviço, para os restantes 223 km foi de 114 km/h, desde o arranque na estação de serviço da A25 até à paragem no SUC. O pedaço anterior não terá diferido deste.

Colocado à carga, o padrão de carregamento foi sempre de acordo com o esperado, com velocidades inciais acima de 110 kW até aos 40% de SOC.



A próxima etapa teria extensão de 230 km, pelo que decidi carregar a 80%, operação que demorou 35 minutos desde os 19%.

 

Luis Neves

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Mais 232 km e chegada a Rivabellosa (Miranda de Ebro) com 18% de SOC. Gastos, portanto, 80-18=62%, com 17,4 kWh/100 km.

Novamente a previsão de chegada com 10% de SOC a ser superada por larga margem.

A média de velocidade foi de 112 km/h.



Aqui em termos de preparação para a etapa seguinte havia um diferendo entre o planeamento de viagem do Big Foot (ida direta até Pau, 280 km, após carga quase plena) e o A Better Route Planner, que recomendava uma paragem intercalar em Biarritz (cerca de 180 km). A opção foi pela primeira possibilidade, por uma razão extra-competição: o condutor estava a ser atacado por algum sono, pelo que resolvi que uma paragem mais longa poderia ser aproveitada para passar pelas brasas. E assim foi, no total 57 minutos de carga até chegar aos 93%.



Apesar disto, confesso que tive alguma apreensão com a etapa seguinte: eram 280 km, e a topografia do norte de Espanha não é propriamente planinha até se entrar em França...claro que havia o plano B, parar em Biarritz, se fosse necessário, que teria de ser ativado ao fim de 180 km.

Up we go até Pau....
 

Luis Neves

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Este longo stint teve duas paragens a favor dos passageiros, uma longa para almoçar, e uma outra também de alguns minutos para sacudir o cansaço que atacou de novo. Provavelmente 1h perdida aqui em relação a um planeamento mais adequado em que se aproveitassem as paragens obrigatórias do carro.

A fase incial da viagem até chegar a França foi estranha, parecia que a estrada era só a descer tais os consumos do Big Foot...há muitos km neste setor limitados a 110 km/h, e 3 ou 4 paragens obrigatórias com pequenas filas em portagens. Em FRança a autoestrada é excelente e recuperou-se o ritmo dos 120 km/h. Devido às paragens perdi a média de velociade, a qual no último setor em França foi de 104 km/h (prejudicada por mais um engano à chegada ao carregador de Pau, que implicou andar 12 km adicionais em meio suburbano).

Mas o fantástico deste setor foi o chegar ao fim de 292 km ainda com 18% de SOC...! Foram assim 93-18=75% de SOC, com a excelente média de 16,7 kWh/100 km.

O que seria uma etapa muito apertada acabou por se fazer com uma perna às costas... :)



16,7 kWh aos 100...:love:
 
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Luis Neves

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Sim, mostra outros carregadores no mapa, mas quando se programa uma viagem, apenas considera os SUC. Diria que com a progressiva implementação da Ionity, seria muito interessante ter este rede também em conta...
 
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