Diário de bordo do Big Foot

Luis Neves

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E depois o regresso. Tirando a Ionity, para o regresso importam as a/s de Grândola e Santarém, ambas com PCUR. Saída a 88% e chegada a Grândola com 28%, ou seja, com boa margem caso o posto estivesse ocupado para prosseguir para o SUC de Alcácer. Desta vez esmerei-me mais à primeira para colocar o conjunto ficha CC2+adaptador a encaixarem a direito na tomada do carro, e funcionou à primeira. Carregado até aos 71% em 23m30s e segui para Santarém (potência média de 76 kW).

Também aqui havia plano B, se Santarém estivesse ocupado seguia para o SUC de Fátima. Chegada com 17%, de novo colocação do cabo com jeitinho e a arrancar à primeira. Vou tentar explicar o problema com a foto abaixo.

8kqmTIy.jpg


A opção de colocar as fichas na parte lateral dos postos levou a que os cabos tenham de ser um pouco mais compridos que o usual para poderem chegar ao porto de carga da viatura. Ora os cabos são algo rígidos pela espessura da cablagem interior, são difíceis de orientar na direção pretendida ficando a exercer bastante força, e no meu caso acresce que a ficha CCS2 não entra diretamente no carro, tendo de encaixar num adaptador. O conjunto tem depois de entrar a direito...não é fácil e um pequeno desajustamento origina a perda de contacto. Reparem ainda como o cabo fica no chão, este já tinha sinais de desgaste da cobertura de plástico/borracha de roçar no passeio. Isto não me parece bem pensado e vai dar problemas...

Bom, poucos minutos após ter chegado apareceu um EQC novinho, os donos ainda pensaram que podiam ligar-se ao posto mas lá lhes expliquei que só dava um carro de cada vez. E mais uns minutos apareceu um Kauai, cujo dono foi também inspecionar a ficha Chademo na esprança de dar para ligar. Conclusão: há muita gente nova na mobilidade elétrica a aprender...

Não empatei muito o pessoal, foram apenas 13m40s até aos 48% (potência média de 101 kW) e aí vamos até casa para os 110 km finais. Em todo o caso os outros carros fizeram-me lembrar o problema que é estar-se dependente de um único posto, espero que não demore muito a duplicarem os carregadores.

Finalmente, de referir que como usei sempre cartão do meu operador doméstico (Galp), não faço a mínima ideia de quanto gastei nos 4 carregamentos de ida e volta, e mais um par deles feito por lá. Se uma pequena empresa como a Miio tem uma aplicação que dá o custo total com a decomposição em parcelas imediatamente após um carregamento, como é que uma empresa da dimensão da GALP (também vale para a EDP, Prio e restantes) não oferece esse funcionalidade? Eu sei que não estava prevista no nosso maravilhoso modelo, mas se uns conseguem, porque não os outros?

Ah, e umas estatísticas da viagem:

468 km, 96,0 kWh gastos, média de 20,5 kWh/100 km, 112 km/h porta a porta, 4h54m de tempo total, 37 minutos de carregamentos.
 
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Luis Neves

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Estive hoje a olhar para alguns registos de onde se retiram conclusões curiosas. Nos últimos 18 meses o Big Foot andou 39.000 km, o que o coloca numa média anual de 26.000 km. Nada mau para ir ao pão.

O consumo médio situou-se nos 185 W/Km, o que significa que para percorrer estes 39.000 km gastou 7 215 kWh. O contador da wallbox regista 4 509 kWh injetados no carro nestes 18 meses, o que significa que 62% da energia consumida pela viatura foi injetada em casa.

O consumo adicional de energia em casa devido aos carregamento da viatura é de 3.000 kWh/ano (um acréscimo de cerca de 30% face ao consumo normal da habitação). Mais de 90% foram injetados em vazio, a um custo com IVA de cerca de 10 cêntimos por kWh, 1,85€/100 km. A partir de agora haverá uma mudança de hábitos, com deslocação de uma parte significativa dos carregamentos para o período diurno, por forma a tirar partido da produção fotovoltaica. O Big Foot gosta mesmo muito do Fronius 8. 😀
 
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