Diário de bordo do Big Foot

Luis Neves

Moderator
Aqui em Massamá, também numa bomba da Galp, está um PCR nas mesmas condições. Instalado há meses, senão mais de 1 ano e ainda sem ligação :mad:

Em Coimbra conheço mais 2, instalados lá pelos idos de março/abril de 2020, e que continuam a aguardar ligação à rede. Penso que isto se repete um pouco por todo o país. E é curioso só vermos isto em postos da GALP...
 

Luis Neves

Moderator
Aleluia, abriu o PCR de Tavira da Galp, certamente irá dar jeito neste mês de agosto a alguns turistas que andem na zona.

O Big Foot completou uma série de 3 visitas ao SC do Porto, primeiro para a revisão bienal, depois para a substituição de rolamentos e braços de suspensão ao abrigo da garantia, e finalmente para substituição do eMMC (na verdade é substituída toda a board incluindo o processador). Ainda pensei na possibilidade em vez de aceitar este serviço gratuito, que acaba com a morte prematura do cartão de memória e inerentemente do computador, de largar 1.500 € e evoluir o hardware para MCU2, o qual já permite lidar com sinal video no display de 17 polegadas. Ponderada a coisa, considerando que um tablet permite fazer o mesmo e já existe cá em casa, pareceu-me que não valia a pena pelo que fiquei pela versão grátis. O segundo bónus, que seria a gravação de imagens com as câmaras, já está resolvido com o pequeno investimento na IRO dashcam.

E pronto, máquina renovada. Para comemorar, no final desta semana o Big Foot vai repetir a gracinha do ano transato, com uma estirada de mais de 1.500 km a ser feita num único dia.

Já conta com 64.500 km, pelo que já percorreu 26.000 km comigo, e vai ter agora uma aceleração de férias.
 

Luis Neves

Moderator
Ah, já me esquecia de comentar que depois da troca dos rolamentos e braços de suspensão, o Big Foot foi à inspeção. Passou sem reparos, mas houve algumas coisas castiças no processo. Ficou encravado nos rolos, o inspetor não o conseguia tirar de lá...a eletrónica do carro intervinha para corrigir e retirava potência, de modo que nada. Resolveu-se com 3 inspetores a empurrar....:) Como ele não se explicou nem deu para sugerir verificar se havia algum setting para desligar o ESP nos controlos do carro.

O segundo desatino foi para encontrarem o VIN. Depois de algumas consultas mútuas e a papelada lá deram com a coisa. Naturalmente o VIN está bem patente no computador de bordo e na app, mas o que vale é a chapa gravada...

E pronto, apto para mais 2 anos.
 

João Prates

Archie Bunker
Com o Baby Blue hoje também foi complicado sair dos rolos, e bem que me perguntaram como é que se desligava o controlo de tração, mas não dava.
Acabou por se conseguir mudando para modo HV, fazendo parar os rolos totalmente, e sapatada no acelerador a fundo, mas mesmo assim foi só à 3ª ou 4ª vez.

Com o Dare Devil foi sem espinhas, entrei com ele em modo PWR, e assim esteve durante toda a inspeção.
Para sair dos rolos foi logo à primeira com um salto que o tipo teve de travar a fundo à bruta senão saía disparado direito ao poço... é muito mais bruto o 4G PHV.
 

Luis Neves

Moderator
Tal como ameaçado aí atrás, o Big Foot fez mais uma deslocação de longo curso, mais concretamente Coimbra-Marselha, análoga à realizada no ano anterior. Por esse motivo não vou detalhar a viagem, mas deixar apenas alguns highlights.

O ano passado - recordo - a viagem de ida totalizou 1.599 km realizados em 21h23, com média de consumo de 17,3 kWh aos 100 km. Devido a uma azelhice em situações de paragens entre superchargers, não consegui detalhar o tempo de andamento e a média horária.

Este ano estava certo de que iria tirar bastante tempo ao percurso, pelo cumulativo de vários fatores: a) no ano passado fiz várias paragens, algumas longas, fora dos carregamentos nos superchargers, o que alongou desnecessariamente a viagem; b) no trajeto de regresso no ano passado descobri como conseguir ativar um carregamento na Ionity, pelo que este ano ia confiante de poder carregar na Ionity em Capens, perto de Toulouse, evitando uma deslocação fora do trajeto ao norte de Toulouse para ir a um supercharger (o buraco da rede de superchergers nesta zona ainda não está resolvido mas deve ficar em breve; c) a experiência do ano passado e a adquirida entretanto na gestão de energia do carro permitiria uma estratégia mais agressiva a cada etapa; d) finalmente, graças à Total, já existem 2 estações de carregamento rápido em Marselha, uma com um posto de 50 kW e outra com um de 50 kW e um de 175 kW, pelo que se tornou desnecessário como no ano passado fazer um carregamento próximo de Marselha com o objetivo de chegar atestado.

Dito isto começo pelo resultado final, este ano 1566 km percorridos em 19h34m, com consumo médio de 17,7 kWh:

tgbAPpF.jpg


O tempo de viagem foi decomposto em 15h10m a andar, porta a porta (103,2 km/h), 3h58m em superchargers e 26m em outras paragens. No tempo de viagem está incluída uma situação menos agradável a seguir a Toulouse: para além de umas dezenas de km de AE em obras com limitação de 90 km/h, na zona de Carcassone apanhei com um tradicional "bouchon" que fez perder cerca de 30 a 40 minutos em fila de pára-arranca. Em condições ideais, portanto, é fazível baixar um pouco das 19h de tempo total de trajeto.

Não tendo a certeza se conseguia carregar na Total apenas com a app da marca, fiz também questão de chegar com alguma carga que permitisse ir a Aix-en-Provence ao SUC, se necessário, no dia seguinte.

De resto, as principais notas são que de novo tudo tranquilo nos superchargers ao longo da viagem, com uma notável exceção: cheguei a Narbonne à hora de jantar, a autoestrada Lyon-Barcelona estava com imenso trânsito (sexta-feira ao final da tarde, saída para férias), e o SUC estava repleto com um model S em fila. Lá esperei 5 minutos, saíram 2 carros ao mesmo tempo e lá fui carregar. Por sorte fiquei ao lado de um S que já devia estar quase atestado, pelo que a velocidade de carregamento não foi afetada.

Outra questão que fui verificando ao longo do trajeto foi a temperatura das baterias. É de uma regularidade total, a bateria vai para os 44ºC durante o carregamento, depois arrefece um pouco para os 35.º e volta a subir para os 44 no carregamento seguinte. Não há cá "gates", ao fim de 6 carregamentos tudo como no primeiro.

Quanto à Ionity, de realçar que as instruções animadas nos mostradores dos postos continuam com a sequência errada, mandando no primeiro passo ligar o carro ao posto e só depois completar as operações de validação do cartão de crédito. Dá um erro de time out! Ora se isto é sabido, porque não alteram as instruções? Enfim. Bom, deixando o passo de ligar ao carro para o final, tudo bem e a operar sem qualquer problema.

O custo total dos 6 carregamentos na Tesla foi de 74,70€ e o da Ionity 17,38€ (mais do dobro do preço por kWh).

Em Marselha no dia seguinte consegui carregar no posto de 175 kW com a app da Total, associando no momento cartão de crédito. É bom começar a haver alternativas (é um pouco mais barato que a Ionity).

E pronto, daqui a semana e meia teremos o regresso.
 

João Prates

Archie Bunker
Reduziste muito mais afincadamente o tempo de viagem do que os kms realizados, o que significa de facto um andamento muito mais agressivo.

Apesar disso a média de consumo permaneceu praticamente inalterada, muito bem Prof. Pé Leve!
 

Luis Neves

Moderator
A principal poupança foi nos tempos de paragem extra-carregamentos, a velocidade é o que se consegue seguindo os limites legais e não diferiu muito do ano anterior...120/125 km/h sempre que possível. Não é nada difícil alinhar o reabastacimento dos passageiros com os do carro....:)
 

Tiago Gomes

Active member
Excelente relato. Gostei particularmente da informação total de carregamentos, a meu ver bastante útil. Boa viagem de regresso. ;)
 

Luis Neves

Moderator
E já está quase, prevista para este sábado. Entretanto, fica mais um curiosidade que descobri no Big Foot por terras de França.

Aqui a velocidade máxima em autoestrada e estradas nacionais encontra-se regulada para tempo seco e para tempo de chuva. O Big Foot mostra ambas no painel de instrumentação:

ozHqKoH.jpg


pu2jsg0.jpg


A coisa tem um pormenor de requinte muito curiosa. Vejam lá pelas duas imagens se topam o que é.
 

Luis Neves

Moderator
O pessoal de férias não está mesmo virado para puzzles. O carro apresenta os 2 limites, mas de acordo com o tempo no momento, coloca o que se aplica a vermelho e o outro a cinzento. Não vá o condutor não saber a diferença entre estar a chover ou não...:)

Quanto ao autopilot, tem sido um auxiliar em parte das viagens longas que faço. Na minha experiência, o sistema em condições normais de autoestrada é absolutamente fiável. Ao fim de alguns segundos sem sentir pressão da mão do condutor desliga-se, e se se repetir a gracinha desliga-se definitivamente e só retoma após o carro parar e reinicializar. Mas basicamente a mão pousada no volante é um passageiro que não precisa de fazer nada a não ser estar de prontidão.

Situações a ter atenção são as anormais, por exemplo obras ou repavimentações ainda sem as marcações repostas. Fora de AE não utilizo, fi-lo um par de vezes apenas por teste, mas a fiabilidade é demasiado reduzida, prefiro não arriscar.

Ainda em AE, como sou dos que gostam de conduzir, e como a versão que tenho do AP é a básica (não ultrapassa sozinho), uso pouco em dias de movimento, pois não dá jeito estar sempre a desligar e ligar de novo cada vez que se passa um carro, e também não costumo usar em autoestradas com topografia de sobe e desce, que prefiro gerir manualmente, perdendo alguma velocidade nas subidas e ganhando nas descidas. Também se pode ir fazendo variar a velocidade do CC mas não é muito prático.

Em relação a filas de trânsito sim, funciona, para sozinho e arranca sozinho. Em filas paradas com pequenos movimentos de vez em quando é agradável, em filas com algum movimento nem tanto. É que por um lado deixa um espaço mínimo para o carro da frente que permite aos profissionais das mudanças de faixa abusarem, e por outro tende a ser algo agressivo nos arranques e travagens para ir mantendo a distância ao carro da frente que não aprecio muito. Por isso basicamente tenho usado nas tais situações de filas paradas.
 
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