Diário de bordo do Big Foot

Bruno R. Almeida

Wellness Coach
Antes de mais, muitas felicidades pela compra!
Mais uma vez, uma delicia poder ler os teus DB's.
Números incríveis para um Big Foot.
 
Pé Grande não impede que seja Pé Leve. Como irei referir adiante, parece-me que se consegue conciliar as duas coisas....
Pé grande vs. Pé-Leve: confronto de titãs! :D
Parabéns "Pé-Leve" Neves!
 

Pedro Lopes

Well-known member
Já percebi que os Teslas são sensíveis às variações de voltagem da rede e não gostam de quadros sobrecarregados. Ao observar o carregamento verifiquei que por vezes baixava dos 7 kW, para os 5-6, e tive um par de "stop chargings" que são chatos, pois o carregamento não reinicia. Mudei de estratégia, passei a determinar potências de carga na casa dos 16 a 24A, e assim carrega certinho à mesma velocidade e não voltei a ter paragens.
Não sei se sabes que podes programar a carga para iniciar por exemplo às 01h00, quando o consumo da casa é baixo. Podes sempre fazer o teste.
 

Pedro Lopes

Well-known member
Tenho andado sempre em modo "Chill", é engraçado como um carro tão potente fica tão dócil e suave neste modo. Perfeito para quem se fica na eficiência.
No Model 3 tens ainda um outro modo de aceleração (acho que se chama standard), em que o carro parece uma bala e é onde aproveitas toda a potência.
 

Pedro Lopes

Well-known member
É de notar que o model S apenas carrega nativamente em CCS a partir de 2019, pelo que o Big Foot terá de ir visitar a oficina para efetuar o chamado retrofit para ficar compatível com CCS
E atenção que nos SuC V3 na Europa, apenas está disponível a ficha CCS!
 

Luis Neves

Moderator
E atenção que nos SuC V3 na Europa, apenas está disponível a ficha CCS!

É por isso que o Big Foot tem de ir brevemente à oficina para fazer o retrofit. Estão a aparecer também muitos PCR e pode dar jeito. Mas para marcar assistência preciso de ter a app ativa, e ainda não tenho o DUA para fazer prova de propriedade para pedir a associação da viatura, estas coisas demoram o seu tempo e depois mais algum para agendamento...

Tenho também um problema crónico do model S para corrigir em garantia (frame amarela no display) e se calhar precisa de uma revisão (filtro do habitáculo, óleo dos travões, etc)...era bom se a Tesla tivesse registo, não sei se o anterior dono fez a revisão dos 2 anos.
 

Luis Neves

Moderator
Penso que não será o caso, pois as quebras ocorreram em altura de consumo reduzido. A minha sensação totalmente não técnica, é que se o carro estiver a tentar puxar o máximo do posto de carga, fica mais sensível às variações de voltagem da rede; estando a puxar menos amperagem, lida melhor com essas variações de voltagem.
 

Luis Neves

Moderator
Bom, o Big Foot tem estado à espera de vários papéis para ser adotado, pelo que nos últimos 3 dias se limitou a andar 2 metros para a frente e para trás no âmbito de uma minuciosa vistoria para o seguro (até mediram o piso dos pneus!). Já tem via verde e seguro ativo, documentos provisórios, aguardando os definitivos. Aguarda também pela parte da Tesla a associação à conta do novo dono, passo que precede a possibilidade de ser usada a app para controlar a viatura e marcar intervenções técnicas.

Nestes 3 dias de imobilização deu para verificar a dranagem fantasma, que não afeta o Prius, mas aqui se nota. Tem perdido cerca de 1% de SOC opor dia. O PHV apesar da sua pequena bateria aguantava um par de semanas se necessário sem quebra alguma no SOC. Mas também não estava sempre a falar com o mundo como o Tesla....

Um aspeto que ainda não referi é que este Big Foot é uma versão relativamente básica, o que ajudou no preço, sem que para mim isso seja um incoveniente. Não tem bancos integrais em pele, sendo a parte central em tecido (sem qualquer reclamação de conforto, pelo contrário). Não tem teto de abrir nem panorâmico - não faço questão alguma, assim até é mais silencioso. Em tempos tive um carro com teto de abrir e não gostei da experiência. Os tetos panorâmicos são inteteressantes mas....para os passageiros de trás (no meu caso uma raridade). Depois também não tem a suspensão "air", mas esta não é uma questão de conforto, mas sim de regulação em altura. Não me parece fazer falta e é menos uma coisa a avariar. A mala não tem abertura elétrica, o que pensei que poderia ser um problema: é que no caso das malas com abertura elétrica é possível regular a altura que o portão atinge, e estava com receio que batesse no teto (o Prius ficava a menos de 1 cm). Pois, curioso, o portão do model S fica exatamente na mesma posição sem bater! Menos uma coisa a avariar.

O ponto mais delicado é o autopilot. Pode ser ativado, claro, creio que por 3.200€. O carro tem algumas funções básicas, como o alerta de saída de faixa de rodagem com correção, travagem de energência, cruise control, mas falta-lhe o cruise control adaptativo que faz parte do autopilot. Não temho grande interesse nas outras funcionalidades, pelo que custa a dar 3.000€ por um cruise control adaptativo e pelo gadget de se manter sozinho na faixa de rodagem...é um caso para ir pensando sem pressas.
 

João Prates

Archie Bunker
estando a puxar menos amperagem, lida melhor com essas variações de voltagem
Os carregadores funcionam em regime de corrente constante durante a quase totalidade do tempo de carga, pelo que qualquer variação de voltagem não tem qualquer efeito.

O que sucede é que naturalmente a energia (kW) a passar para a bateria sobe e desce em função da variação de voltagem para a mesma corrente, mas a EDP não deve fazer oscilar a tensão mais que 10% para cima ou para baixo dos 230V, e isso não justifica de forma alguma as variações acentuadas que reportaste.

Algo mais se passa, e eu apostaria no ALM, mas já não me recordo dos settings com que ficou a tua instalação.
Com que limite de potência disponível, e com que limite de carga ficou a tua instalação? Recordas-te?

dar 3.000€ por um cruise control adaptativo e pelo gadget de se manter sozinho na faixa de rodagem...
ouch! :eek:
 

Pedro Lopes

Well-known member
O ponto mais delicado é o autopilot.
No meu Model 3, uso só em auto-estrada e em viagens mais longas. No dia a dia aqui por Lisboa, não uso. Mas também, com a evolução atual, a AE ainda é o ambiente onde funciona melhor. De qualquer modo, passa-se bem sem ele, mas é uma opção de cada um.
 

Luis Neves

Moderator
Estou com alguma dificuldade mental em me ajustar a essa lógica. A minha formatação é a de ir usando/descarregando até por exemplo aos 30% e depois carregar até aos 80%, o que no meu caso corresponderá sensivelmente a uma semana de utilização. Faz-me impressão a ideia de ter o carro sempre ligado e a manter a carga, um pouco como fazer isso num portátil muitas vezes ajuda a degradar a bateria (é certo que neste caso está sempre nos 100%). Enfim, tenho de resolver este mindset....
 

Telmo Salgado

Moderator
Pergunta de desconhecedo: ter o carro sempre ligado na tomada não irá ter um ligeiro maior consumo total, dado estarem computadores a trabalhar?...
Para o do AOP gastar 30km de autonomia num dia no modo sentry significa que consome algo como 4kwh por dia, 160W talvez?
 

Luis Neves

Moderator
O Big Foot tem andado bastante parado. Contudo comecei a monitorizar o consumo para ver que tal aqui no sobe e desce dos percursos de casa para o centro da cidade.

Ao fim de cerca de 60 km (Trip A) e vários vai e vem, regista valor médio de 15,6 kWh/100, o que não é mau tendo em conta os desníveis e o peso da bisarma.

OzrGgyX.jpg


Por acaso reparei em algo curioso que tem abordagem diferente da do Prius. Quando vou de casa para o centro, ao chegar à cidade, após uma valente descida de 3 km, o Prius costuma apresentar consumo zero. Durante umas centenas de metros mantinha-se a zero, mesmo com uso do acelerador, e só depois passava a apresentar números positivos.

O Big Foot tem uma abordagem mais realista: chega à cidade com consumos negativos! Ou seja, regenera mais do que gasta no percurso. Depois os valores vão baixando até zero, e entram em terreno positivo.

Diferentes formas de apresentar a mesma realidade...:)
 
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