Diário de bordo do Big Foot

Luis Neves

Moderator
Ontem à noite o Big Foot teve de fazer uym serviço Uber noturno, ida e volta até ao aeroporto do Porto.

Saída de casa a 99%, já não deu para esperar pelo final da carga. Não estou habituado a sair carregado, e umas centenas de metros depois ao tirar o pé do acelerador numa descida apercebi-me logo que a regeneração estava muito menos intensa. Ocorreu-me logo que seria devido à bateria estar quase cheia, mas a curiosidade é que a Tesla se lembrou de mostrar isso, algo em que reparei de seguida. Ora vejam no monitor de energia:


A linha contínua que marca normalmente do lado direito a potência de regeneração ficou a tracejado amarelo, simbiolizando que as potências de regneração mais elevadas não estão disponíveis, e em baixo aparecia uma mensagem de bateria com carga elevada.
 

Luis Neves

Moderator
É certo que é de borla, mas prefiro carregar em casa devagarinho do que andar nos SUC a encher o carro de cargas rápidas...

Mais um pormenor engraçado:



Se repararem no gráfico de consumo médio, aparecem a cor laranja os consumos positivos, mas com a originade de os consumos negativos (mais energia regenerada do que a gasta no trajeto) surgiram a verde...um detalhe bem apanhado.
 

Luis Neves

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E hoje lá foi o Big Foot fazer mais um serviço Uber família...desta vez ao aeroporto de Lisboa. O desafio era comprido (400 km), pelo que seria preciso reabastacer. E o horário exigente...o pretendido era fazer a viagem em não mais de 4h, pois a saída ia rondar as 10h e qureria estar de volta às 14h para a F1 (de vez em quando há um GP um pouco mais animado...).

Admitindo um consumo de 20 kWh/100 km e uma reserva de 10%, correspondente a 6,5 kWh, precisaria de 86,5 kWh, sendo que a bateria disponibiliza 65,5 kWh. O que significa que teria de carregar 21 kWh, um pouco menos se conseguisse poupar no consumo. As contas são simples, um pouco mais de 30 minutos num PCR e um pouco mais de 10 minutos num SUC. O desafio, no segundo caso, era ir a LIsboa e regressar a Fátima sem abastacimento intercalar, são cerca de 315 km. Mas era o plano ideal, permitindo carreegar na potência máxima ao chegar ao SUC com a bateria muito vazia.

Plano estabelcido, toca a cumprir. Saída às 9h50m, alguma cautela com os consumos nas subidas, mas procurando manter uma média o mais próxima possível dos 115 km/h-117 km/h em plano. Chegada ao estaciomaento do aeroporto 1h51m depois, com 195 km percorridos, média de 18,1 kWh/100 (a/c ligado e uma forte ventania) e 46% de SOC restante.



Largar passageiro, pagar o estacionamento e vamos lá de volta, nem 10 minutos demorei. Naturalmente tinha um plano B caso a coisa não corresse bem, que seria parar no PCR da área de serviço de Santarém, ou num outro pouco km depois na área de serviço da A23 junto ao nó de ligação com a A1.

Mas o Big Foot não precisa de planos B e 120 km depois chegava ao SUC de Fátima ainda com uns confortáveis 13% de SOC restante, vencida a subida da Serra de Aire e Candeeiros. Faz exatamente a mesma média que já trazia do trajeto anterior, e uns ótimos 316 km no total, ainda com reserva para mais alguns.



A paragem foi mesmo muito rápida, 10 minutos certos de carregamento, que levaram a bateria dos 13 aos 37%. Não precisava de mais para chegar a casa confortavelmente....

Depois dos primeiros segundos de subida da potência de carregamento, esta manteve-se pelos 113 kW até aos 35%, momento em que começa a baixar aos poucos. Carregamento parado neste momento, ainda a 108 kW.



A última etapa, com perto de 80 km, foi feita a andar mais rápido, com muitas idas aos 125-130 km/h.

Aproveitando a descida da Serra, ao fim de 64 km registava esta bela média de 16,0 kWh/100 km, com uma velocidade média real de 120 km/h, não obstante os primeiros 3 km lentos em meio urbano, antes de entrar na AE.



E finalmente a chegada a casa, às 13h52m, ou seja, 4h02m depois de ter inciado viagem. Esta última etapa de 80 km teve média de 16,7 kWh/100, o que permitiu baixar a média global da viagem para os 17,8 kWh/100, chegando com 17% de SOC restante.



Gastei assim 107% de SOC para 395 km. Quer-me parecer que tendo a paciência ioniquiana de reduzir a velocidade média para a casa dos 100-105 km/h, é bem capaz de ser possível fazer esta viagem sem parar.... :) .

Mas 10 minutinhos também não custam nada....:devilish:
 

Luis Neves

Moderator
@Luis Neves , o Model S veio fazer com que exista um novo amor automobilístico não? As tuas descrições são mesmo de quem está a adorar toda a experiência BEV! 😁
É um sonho realizado. Tenho ido bastante ao pão, desde a compra em maio já lá vão praticamente 10.000 km... :devilish:

Tem correspondido ao objetivo, um carro familiar que se usa sem limitações por aí além, como se fosse uma viatura convencional a combustão....
 

Bruno R. Almeida

Well-known member
A linha contínua que marca normalmente do lado direito a potência de regeneração ficou a tracejado amarelo, simbiolizando que as potências de regneração mais elevadas não estão disponíveis, e em baixo aparecia uma mensagem de bateria com carga elevada.
Um pouco com fazia o BMW E43 M3, que ao ligar não disponibilizava logo as 9.000rpm, com display apagado apos as 6.500rpm, indo disponibilizando conforme a temperatura ideal fosse sendo atingida.

(adoro a Mobilidade Sustentável, mas um menino destes na garagem para me estoirar o orçamento em pneus e track days era um mimo)
 

Bruno R. Almeida

Well-known member
@Telmo Salgado, compreendo os motivos apresentados, no entanto, apenas tive oportunidade de conduzir (algumas) vezes o E43 M3 e a banda sonora dos 6 cilindros em linha é digna de 1 opera!

(vou me conter e regressar ao DB)

@Luis Neves, estive a validar e no Rei Zoom e existe algo idêntico com o numero de "bolas" de regeneração disponíveis.
 

Luis Neves

Moderator
Vocês não estão bem a ver o declive da subida que o @Luis Neves tem ali para fazer diáriamente...

Por curiosidade, gastas agora menos ou mais electricidade a cada viagem?
Tinha-me escapado esta pergunta. Mas não sei responder....infelizmente o white pearl não tinha um trip para o consumo elétrico, fácil de fazer reset, pelo que nunca medi com rigor os consumos que fazia em Coimbra. Mas penso que gastaria menos 2 a 3 kWh aos 100 em cidade "acidentada", que o peso do Big Foot não permite milagres. Sendo certo que também abuso um bocadinho mais agora na velocidade....
 

Luis Neves

Moderator
Mais uma viagem das longas. Foram 5h16m para 483 km, paragens incluídas (duas), a segunda das quais destinada a chegar ao destina com alguma carga para as voltas seguintes.

Saída a 100% rumo a Alcácer. Face a experiência anterior e conhecendo agora bastante melhor o carro, resolvi ir com andamento mais forte. Foram 2h09m para 254 km. Média de 118 km/h apesar dos 13 km de troços lentos de ligação. Vento muito forte e alguma chuva, chegada com o SOC a 12%., média de 22,5 kWh/100 km (a velocidade paga-se). Carreguei apenas até aos 65% para o troço seguinte até ao Mar Shopping de Loulé, o que foi completado em 32 minutos (incluindo saídas e entradas do carro para colocar à carga e desligar). O tempo de carregamento foi um pouco mais longo, pois quandio ia nos 40% chega um S que estaciona ao meu lado e se liga ao carregador "par" do meu. Tantos lugares livres....resultado, quando reparo a potência tinha caído para os 48 kW, quando devia andar ainda pelos 80-90 kW, e manteve-se nos 48 kW até final (65%). O valor máximo atingido na fase incial foi de 109 kW.

O troço seguinte foi feito a velocidades mais moderadas, estranhamento o consumo permaneceu muito elevado. Chegada ao Mar Shopping 188 km e 1h43m depois (média de 110 km/h, 6 km de ligações incluídas), com consumo médio de 19,6 kWh/100 km e 9% de SOC remanescente. Aqui liguei-me ao SUC v3, onde estavam mais 5 carros, sabendo que não teria problemas de partilha de potência. Mas tive outros...estranhamente, a potência de carregamento teve um comportamento iô-iô, de repente começando a cair rapidamente, para logo de seguida recuperar também rapidamente. Não passou dos 109 kW e o perfil de carga foi análogo ao de Alcácer, pelo que de facto em viaturas mais antigas a única vantagem é a não partilha de potência. Aqui uma foto do Big Foot ostentando o primeiro uso a sério do seu adaptador CCS.



22 minutos depois estava nos 50%, o que me dava a tranquilidade de sobrar bastante energia à chegada, pois falatavam apenas 41 km. Estes foram feitos em 30 minutos, à média de 82 km/h, incluindo 13 km de troços lentos. Consumo à la Big Foot, 16 kWh/100 km. Chegada com 40%, os quais, estranhamente, no dia seguinte se tinham convertido em 42% (em vez da usual perda de 1% no SOC). Castiço, não sei se foi algo induzido pelo SUC, mas o carro de noite recalculou a energia disponível.

E pronto, aproxima-se a viagem de regresso. Com mais umas voltinhas por aqui, serão cerca de 1.000 km no total, que me vão custar 8€ de energia, em vez dos usuais 65€ de combustível no white pearl - cortesia (por enquanto) da Tesla.
 

Joao Ferreira

Moderator
tempo de carregamento foi um pouco mais longo, pois quandio ia nos 40% chega um S que estaciona ao meu lado e se liga ao carregador "par" do meu.
épa mas o homem era doido ou que?? tentaste explicar a situação ou preferisse ignorar? partilhar potência com o parque livre é no mínimo estúpido.
 

Luis Neves

Moderator
... será desconhecimento, certamente.
Provavelmente. Saiu do carro em passo acelerado com a família para o restaurante, não me apeteceu nem ir chamá-lo nem mudar para o lugar do lado, mais 5 ou 10 minutos não eram problema para mim.

Entretanto já fiz nova carga no SUC V3. Esta correu perfeitamente, sem aquelas variações de potência que referi - algum problema do posto onde me liguei. O perfil de carregamento é exatamente igual ao de um SUC v2. O facto de usar adaptador não condiciona em nada o carregamento.
 
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