Degradação de bateria do VW ID.3

Luis Neves

Moderator
As contas são um bocado estranhas. A capacidade útil parece-me ser de 397 x 0,122 = 48,4 kWh para 92% de SOC, logo 52,6 kWh para 100%. Ele indica 54,4 kWh com uma conta que não percebi...

O teste de carga terá perdas de carregamento a ser consideradas na conta pelo que a capacidade da bateria fica sobreestimada.

Em todo o caso ele indica que dos 22 mil km fez 15 mil sempre a carregar em PCR e quase sempre desde abaixo dos 10% até aos 100%, enfim, é mesmo dar uma sova na bateria.

Mesmo assim se a estimativa for correta, parece-me um bocado.
 

Telmo Salgado

Moderator

João Prates

Archie Bunker
As contas dele são definitivamente "estranhas" pelo menos.

Começa logo por fazer como aquele idiota youtuber cujo nome não pode ser mencionado que confia mais no google maps que no odómetro do carro para saber os kms feitos.
Como se o Google Maps soubesse com o pormenor do odómetro quantos kms fez, como se adivinhasse quantas curvas foram feitas por dentro, por fora, mudanças de faixa, etc, enfim todos os metros acumulados a cada instante sem ir pela mediana do percurso. O carro diz que fez 397 km, o GMaps diz 409 km, ele acredita no GMaps. No comments.

A capacidade útil parece-me ser de 397 x 0,122 = 48,4 kWh para 92% de SOC, logo 52,6 kWh para 100%. Ele indica 54,4 kWh com uma conta que não percebi...
É pelo que descrevi acima, ele faz as contas com 409 km em vez dos 397, contas de shiiiit.... eu faria como tu, mas nós somos convidados a iluminati Lol (private joke).

O teste de carga terá perdas de carregamento a ser consideradas na conta pelo que a capacidade da bateria fica sobreestimada.
Claramente. Mas aqui penso que não influencia porque ele utiliza o mesmo algoritmo enviesado para comparar as autonomias em 2 momentos no tempo.
A margem de erro pelas perdas sendo igual nos dois cálculos acaba por não influenciar porque só te interessa o delta, a perda de autonomia, o fator perdas é constante.

De qualquer forma em abono da verdade que nos rege há que dizer que ele refere as perdas de carga, mas presumo que corretamente as desconsidera pelo que referi acima:

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Portanto acho que as contas acabam por estar corretas, 9 % de degradação em 1 ano e 22.500 km.
Façam os carregamentos como fizerem, isto é inadmissível - o carro foi utilizado dentro do permitido pelo fabricante, portanto o cenário de utilização é 100% válido.
 

José Rosado

Well-known member
Já tinha anteriormente visto alguns vídeos deste tipo de análises a outros EVs e ele sempre me pareceu um bocado tendencioso para as marcas alemãs (não é de admirar, está a defender o que o país dele faz). Por esse motivo, creio que não terá sido "fácil" para ele esta "surpresa".
 
Ora bem, independentemente de considerar que possa haver aqui erros de medição o resultado é muito mau para VW.
Conheço Konas com 100k e SOH nos 100%

Não vejo melhorias para o id3 ainda para mais quando sabemos que recentemente a VW aumentou a potencia máxima de carregamento
 

Carlos Costa

Moderator
De novo, é tecnicamente impossível uma bateria manter 100% de SOH, independentemente das condições.
A malta gosta de ser enganada, não percebes?:devilish:

As baterias são maiores que o anunciado, e reportam 100% de SOH mesmo com quilometragens absurdas. Há vários Ioniq's 28 kWh a reportar 100% de SOH com mais de 200 mil km no odómetro. Eu gostava muito que fosse verdade, mas não acredito em milagres!
 
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José Rosado

Well-known member
O que o grupo Hyundai/Kia deve estar a fazer é ter um buffer para compensar a degradação que acontece de forma mais rápida nos primeiros tempos. Est~~ao a enganar alguém ao continuarem a fornecer os mesmos 64kWh úteis? Dependerá do ponto de vista
 

William Esteves

Not Shakespeare
O buffer existe em todas as baterias de BEV's, e a diminuição do mesmo resulta também na diminuição do seu conceito protetor.

Pelo que a possível diminuição do buffer, para garantir a mesma capacidade útil, resulta em aceleração da degradação da bateria.

Infelizmente, não há almoços grátis...

A meu ver a pergunta deverá ser, como mede a Hyundai a degradação da bateria?
Se medir, por exemplo, a tensão da bateria... A degradação tem de ser considerável para diminuir o valor do SOH....

Algo deste tipo garante que os mais curiosos não vão bater à porta da oficina a reclamar por degradação precoce... E que para ter de substituir a bateria em garantia, ela tem de estar no lixo....
 
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William Esteves

Not Shakespeare
Sim, porque "incl. charging losses" é muito científico... Ainda há dias tivemos um membro que tinha o melhor contador elétrico do mundo, e não vejo ninguém a aferir os carregadores rápidos como fazem nas bombas de combustível todos os anos :LOL:

Confirmar a degradação real da bateria, é bem mais complicado do que tentam mostrar no Youtube...

Agora, antes o carro fazia 456km, agora faz 444km em condições similares e ele diz que tem 9% de degradação.... :unsure:
 

William Esteves

Not Shakespeare
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Num lado diz 7,5%, noutro diz perto de 9.... Há ali muita confusão...

Para além de que em Setembro de 2020:
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E em Setembro de 2021:
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Engraçado que em 2020 fez menos 1km, com mais 3km/h de velocidade e mais 3 minutos....

Em 2020 disse que a autonomia do ID.3 a 90km/h era de 456km, e em 2021 disse que a autonomia a 90km/h era de 444km...

456km - 9% (degração indicada pelo YouTuber) = 415km

E em 2021 ele fez 397 com 8% de bateria restante... Só faz 18km com 8%?

Não vejo grande medição, nem grandes contas, honestamente...

Fazendo a analogia destes testes para os MCI, a forma de verificar a capacidade dos depósitos seria atestar, fazer km, e multiplicar o consumo médio pelos km's feitos...
Dá uma ideia, temos é um erro tremendo...
 
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João Prates

Archie Bunker
Que granel ó @William Esteves , como é que consegues complicar algo tão simples?

Em primeiro lugar o conceito geral simplificado:

Ele faz a aferição da capacidade total da bateria de 2 formas diferentes, são as 2 mais comuns que qualquer um de nós pode fazer, tal como nos ICE.

A primeira consiste em multiplicar a distância percorrida pelo consumo médio, e com isso fica a saber quanto gastou de energia (fluxo bateria-motor).​
Depois agarra na percentagem de SoC remanescente e faz uma regra de proporcionalidade para saber quanto poderia fazer se tivesse gasto os 100%.​
Por este método ele chegou a 7,5% de perda de capacidade.​
A segunda forma consiste em medir o consumo no carregador desde o SoC final até 100%, para saber quanto tem de gastar para reabastecer (fluxo HPC-bateria).​
Tal como na primeira forma aplica regra de proporcionalidade para saber quanto teria gasto se o carro estivesse a 0% de SoC.​
Por este método ele chegou a 9% de perda de capacidade.​
São duas formas de medir, a primeira o consumo do carro a rolar, a segunda o consumo da tomada, que obviamente tem perdas de carga.

Em segundo lugar sobre as tuas observações/confusões:

Quanto às perdas no HPC, e tal como já expliquei antes, como o que queres saber é a perda de SoH, é totalmente irrelevante se o HPC tem de perdas de carregamento 1% ou 50%, não interessa para nada, porque estás a comparar o valor de 2020 que tinha a mesma perda percentual no mesmo HPC do valor de 2021.
Matematicamente é o mesmo factor constante aplicado a ambos os carregamentos, não adultera em nada o cálculo do delta de percentagem de SoH entre 2020 e 2021.

Num lado diz 7,5%, noutro diz perto de 9.... Há ali muita confusão...
Como vês não há confusão nenhuma, são métodos diferentes de medir, cada um com as suas fraquezas, o pior são os erros que ele introduz como já referi em post anterior.

Para além de que em Setembro de 2020:
Como se percebe claramente nessa foto o carro ainda estava a rolar em AE, não sei porque raio a foste buscar, não tem qualquer valor IMHO.
Esta abaixo sim é a imagem que interessa do vídeo de 2020 no final da mesma volta, chegando ao fim com 5% de SoC:

1631815077520.png


E em Setembro de 2021:
Era suposto ser a mesma volta, mas ele volta para trás ao atingir os 55% de SoC, pelo que graças à degradação da bateria desta vez fez bem menos kms, apenas 397 como viste.
Só poderias fazer a comparação direta de distância se todas as condicionantes desde as condições atmosfericas, uso do A/C, velocidade média, SoC à chegada, etc, fosse tudo igual, o que obviamente e comprovadamente não sucedeu.

Que factores temos aqui a somar para a margem de erro?
Unicamente a estupidez pegada de considerar a distância percorrida indicada pelo Google Maps em vez da distância registada pelo odómetro. Esta para mim é a pior.

No cálculo pelo consumo médio registado do carro temos a margem de erro que de certeza é optimista do CB, mas sendo o mesmo carro a mesma margem de optimismo é aplicada aos dois runs, o de 2020 e o de 2021, não alterando assim o resultado. Ah, e claro, a margem de erro do CB ao apurar a % de SoC, que pode variar pelo menos 1% para cima ou para baixo com a maior das facilidades.

Da mesma forma pelo consumo do posto da Ionity as perdas de carga também são as mesmas das duas vezes, pelo que também por aqui não há influência.
Porque é que há diferença entre o valor da perda de autonomia entre um método e outro? Porque cada um tem a sua margem de erro natural, e ao comparar as duas estamos a compor a margem de erro, i.e. a somá-las.

Finalmente as contas que ele devia ter feito na minha opinião para o método da média de consumo, que fica muito perto (a 1%) do método do consumo no HPC:

Reparem que fazendo as contas pela distância indicada no CB sem adulterar com distâncias GoogleMaps, a perda é de 8%:
  • 2020 = 421 km para 95% de janela de SoC à média de 12,9 kWh/100km = autonomia de 443,2 km e 57,2 kWh de capacidade
  • 2021 = 397 km para 92% de janela de SoC à média de 12,2 kWh/100km = autonomia de 431,5 km e 52,6 kWh de capacidade
  • Delta de capacidade 2020/2021 = 52,6 kWh / 57,2 kWh = -8 %

Novamente digo que não percebo o que é que estas contas têm de extraordinário, bastava ver o vídeo com atenção, tomar nota dos valores, e fazer as contas.
 
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