Contacto de longa duração com o BMW i3 REX

Luis Neves

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A verdade é que nada mais foi escrito pois por razões diversas, com a pandemia também a ajudar tornado as reuniões quase todas virtuais, desde 2019 que não andava com este carro.

Aconteceu hoje numa deslocação em serviço a Lisboa. Ainda antes de partir, acedi a um menu secreto que o carro tem e onde se pode consultar a capacidade útil da bateria.

Recordo que o carro tem exatamente 5 anos e cerca de 38.000 km.

Os meus registos de 2018 andaram no intervalo 29,5 - 29,9 kWh, com média de 29,7 kWh, e os de 2019 no intervalo 29,3 - 29,7 kWh, com média de 29,5 kWh.

O valor lido hoje foi de 29,1 kWh.

As duas conclusões que tiro: tendo em conta a idade e os km, a perda de capacidade útil é quase residual, muito bem por parte da BMW. Na verdade, o carro ainda está bem acima da capacidade útil oficial. E a segunda é que parece perder 0,2 kWh por ano. Assim, sendo, quando chegar aos 10 de idade, daqui a 5, estará finalmente a atingir a capacidade útil oficial declarada pelo fabricante (28 kWh)...excelente.

Mais de 1 ano e meio e a condução neste período do model S trouxeram-me uma visão algo diferente sobre o i3. Em primeiro lugar, e não me recordava disso, detestei a direção. Pesada, imprecisa. Pronto, ao fim de uns km a gente vai-se habituando. Depois consegue ser pior que um Tesla em montagem, como vários locais do interior a chocalharem ao mínimo balanço. Duas coisas que não parecem nada da BMW. Achei também um pouco barulhento em andamento, mas diferente do Big Foot. No i3 o ruído é essencialmente da deslocação de ar, aerodinâmico, enquanto no Tesla é ruído de rolamento dos pneus.

Ida e volta a Lisboa, um pouco mais de 400 km, com um consumo médio muito bom, atendendo a que foi um dia bastante ventoso e o andamento em AE andou pelos 110-120 km/h, com média real acima de 100 km/h. O valor do CB está influenciado por alguns km no centro de Lisboa.

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Está em forma, o carrito! Trajeto efetuado 100% em modo EV (mas é tão bom ter lá o REX para o caso de ser preciso!). À ida paragem em Santarém cerca de 20 minutos para recuperar dos 42 para os 82%, à saída de Lisboa novo carregamento na segunda circular dos 25 para os 90%, 35 minutos, chegada a Leiria com apenas 8% de SOC e mais 20 minutos até aos 50%, que deram até ao destino.

Um total de 1h15m de carregamentos para 4h30 de viagem é um bocado, com o Big Foot seriam precisos 15 ou 20 minutos. Mas como carro urbano/suburbano capaz de dar umas voltas mais longas de vez em quando, serve perfeitamente. E nota-se o crescimento da rede de carregamento, o que também é bom.
 
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