Aviso a microprodutores com telecontagem

João Prates

Archie Bunker
Caros,

Estou desde Agosto de 2019 (quase 1 ano!) sem ver a factura mensal de energia injectada na rede emitida pela EDP SU, e naturalmente sem receber.
A EDP SU, com a qual tenho contrato, alega nada poder fazer porque a EDP Distribuição diz não conseguir realizar leituras do contador de produção.

Acho engraçado a empresa com a qual tenho contrato mandar-me resolver um problema dela com o seu fornecedor de serviços, ainda por cima do mesmo grupo, quando eu não tenho nada a ver com isso.
Imagine-se comprar um pacote de batata frita no Continente, constatar que não está em condições quando o abro em casa, e a Sonae mandar-me ir queixar à Iglo... mas este disparate é o que a EDP SU advoga.

Há meses que afirmo repetidamente, várias vezes por mês, via linha de apoio ao microprodutor, que o contador e o modem estão bem, que estão a comunicar, mas a EDP Distribuição diz que não, e daqui não sai.
Para desempatar isto pedi um teste de comunicações ao fabricante do contador, como entidade independente, que se ligou remotamente ao contador sem qualquer problema e tirou todos os dados e contagens.

Adivinhem o que diz a EDP Distribuição quando confrontada com o resultado do teste feito pela Itron em formato pdf?
Pois parece mentira, mas diz que, e cito:
EDP Distribuicao disse:
(...) o facto do cartão ter sido substituído e efetuar comunicação através do SW do contador, não implica que esteja operacional para a recolha da informação necessária para faturar.

Portanto o facto do fabricante conseguir ligar-se ao contador e tirar as contagens não significa que o equipamento esteja operacional para a EDP... ligar-se ao contador e tirar as contagens... espera... WHAT!?!?

Farto de andarem a gozar com isto, apresentei reclamação na ERSE e na DGEG, das quais apenas a ERSE reagiu até ao momento, questionando a EDP, mas assim que a EDP mandou uma resposta a dizer novamente o mesmo, nem se deram ao trabalho de perceber o que se passava, e responderam-me anexando a carta da EDP a dizer que uma vez que a EDP tinha respondido, pretendiam fechar a reclamação. WHAT!?!?!

Reparem na carta da EDP que me foi remetida, e que não muda rigorosamente nada, não ajuda a resolver problema algum, simplesmente continuam a mentir à descarada:

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Portanto segundo a EDP Distribuição, a culpa agora é do operador do cartão GSM... cada vez melhor isto... mas o mais interessante foi o que chegou poucos dias antes, depois de ter apresentado reclamação na ERSE, na DGEG, e por escrito à própria EDP Distribuição (até então tinha sido sempre por telefone para a linha de apoio):

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Portanto MENTEM mais uma vez, alegando que a instalação não está a comunicar, quando já lhes foi apresentada prova que comunica sem problemas e foram tiradas leituras pelo fabricante do contador.

Mas pior que isso, listam finalmente as características que um cartão SIM de telecontagem tem de possuir para que o seu sistema consiga fazer leituras, e ficamos atónitos com os requisitos!

Cartão M2M??? Suportar OTA e STK??? Está tudo doido???
O meu sistema foi o primeiro a ser ligado à rede em Portugal, em Março de 2008, numa altura que nem sequer existia tecnologia M2M!

Eu já troquei este ano de cartão SIM não fosse dar-se o caso do cartão velho de 2008 estar com problemas, mas obviamente o operador deu-me outro igual ao que tinha, não me deu um M2M!
É evidente que cartões com mais de 1 ou 2 anos não são M2M, muito menos cartões de 2008, mas continuam a funcionar, e a EDP diz que não!

Um cartão M2M exige adesão, assinatura, e despesa extra constante que não estava prevista nem existia com o meu cartão original, que sempre funcionou e continua a funcionar!
Quem paga essa nova despesa mensal?

A conclusão é simples:

A EDP Distribuição quer forçar literalmente, através da força, da mentira e chantagem, enfim de prepotência, forçar os microprodutores a mudar os seus cartões GSM dos sistemas de telecontagem.
Andam meses a fio a alegar que não conseguem fazer leituras, e depois de chapa dão-nos uma lista de requisitos que os cartões têm de cumprir, e passam-nos o ónus dos custos.

Provavelmente alteraram o seu sistema de contagem, seja o hardware seja o software, ou ambos, e o novo sistema agora exige as características acima.
E que responsabilidade temos nós produtores disso!?!?

Para cúmulo, a entidade reguladora recebe a carta acima da EDP Distribuição e diz-me:

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Que raio de país é este!?!?

É evidente que não aceitei o encerramento do processo, é evidente que reclamei, e ainda não sei no que isto vai dar.
Entretanto que remédio tive senão pedir um cartão com as características enumeradas, que me vai TIRAR rendimento à produção, com os cumprimentos da EDP Distribuição.

Fica o aviso, para o caso de haver mais gente a passar pelo mesmo, e estar numa fase menos avançada da novela, para ficar a saber o que ainda vai ter pela frente.
Isto é mesmo uma Vergonha Nacional, detesto usar palavras de certas pessoas, mas tem de ser desta vez, isto é uma VERGONHA.
 

João Prates

Archie Bunker
Vou manter a evolução desta reclamação pública, pelo que abaixo faço paste da minha resposta à ERSE:
Muito bom dia,


Grato pela resposta em tempo que considero excecionalmente rápido.

Solicito pelos motivos que enumero abaixo que o processo não seja fechado, e mais solicito resposta da ERSE quanto a algumas questões:

1) Falta de informação imprescindível ao diagnóstico

Ao longo dos últimos meses a EDP Distribuição tem repetidamente dito que não consegue efetuar as leituras, mas nem uma única vez indicou qual o código de erro, informação em falta, meios em falta, ou de qualquer forma enumerou as limitações/problemas encontrados. Desta feita alega mais uma vez de forma genérica que “o facto do cartão ter sido substituído e efetuar comunicação através do SW do contador, não implica que esteja operacional para a recolha da informação necessária para faturar”. Isto é uma “mão cheia de nada”.

Não devia a EDP Distribuição ser explícita e indicar claramente qual a dificuldade técnica encontrada?


2) Não houve qualquer alteração no nosso sistema de contagem desde o seu comissionamento em 2008!

O sistema microprodutor em causa foi o primeiro em Portugal a ser ligado à rede, com a inspeção e comissionamento acompanhados presencialmente por técnicos da EDP, pelo sub-Diretor de Energia da DGEG, e pelo Diretor Técnico da Certiel, tendo sido certificado e entrado ao serviço em Março de 2008.

Desde 2009 a 2019 nunca tivemos qualquer problema com as leituras, mas de um momento para o outro em 2020 a EDP Distribuição diz que já não consegue fazer leituras desde Agosto 2019 por falha de comunicação.

Não devia a EDP Distribuição ter notificado o microprodutor das dificuldades logo no primeiro mês em que não foi possível realizar a leitura?


3) EDP Distribuição desmentida pelo fabricante de contador que provou ser possível efetuar as leituras ao contador

Por vias das dúvidas pedimos novo cartão ao nosso operador de comunicações, cartão esse que nos foi prontamente fornecido com características iguais ao inicial.
Apesar disto a EDP Distribuição continuou a insistir, mentindo ao afirmar que não existe forma de tirar as leituras do contador.

O fabricante do contador desmente a EDP fazendo prova ao efetuar remotamente as leituras com o novo cartão, que o contador continua a comunicar como sempre fez. Não existe qualquer problema com o conjunto contador/modem/cartão GSM.

Se a EDP Distribuição quer utilizar métodos alternativos, diferentes dos que utilizou até 2019, para efetuar as leituras remotas, cabe-lhe a si a responsabilidade de garantir que o método alternativo funciona.

Afirmar que é impossível realizar as leituras quando na realidade é o seu novo sistema que não funciona com o hardware antigo, é mentir sem pudor.

Que atitude deve tomar a ERSE junto da EDP Distribuição quando comprovadamente esta prestou falsas informações ao Regulador?


4) Só após reclamação junto da DGEG e ERSE vem a EDP Distribuição enumerar novos requisitos insanos do cartão GSM

Só após termos apresentado a presente reclamação, vem a EDP Distribuição enumerar por email datado de 3 de Junho 2020 uma série de requisitos para que o seu sistema de telecontagem consiga efetuar as leituras ao contador de microprodução (ver email anexo).

Parece óbvio que a EDP Distribuição efetuou alterações ao seu software de telecontagem, introduzindo uma série de requisitos a que os cartões SIM dos microprodutores devem obedecer para que a contagem por esse sistema seja possível, sem que disso tenha dado conhecimento aos microprodutores.

Atente-se que a maior parte dos requisitos e tecnologias agora exigidas eram inexistentes em 2008 quando o nosso sistema entrou em exploração!

Pode um operador de rede alterar os requisitos de leitura sem informar os microprodutores, e insistir que a culpa da falta de leitura é da responsabilidade destes últimos? A ERSE permite este tipo de atitudes com alterações impostas unilateralmente e sem aviso?


5) Quem suporta os custos?

A EDP Distribuição de um momento para o outro e sem aviso prévio decidiu unilateralmente alterar os requisitos dos cartões SIM dos modems.
Com isto deixou de realizar leituras que sempre realizou em clientes cujo cartão legacy não satisfaz os novos requisitos, e disso não dá conhecimento os microprodutores.

Já pedi cotação ao nosso operador de comunicações para um cartão GSM que suporte os requisitos ora apresentados, e o mesmo tem um custo proposto de 80 Eur de adesão e 5 Eur mensais de operação. Quem suporta este custo imposto pela EDP Distribuição?

Pode a A EDP Distribuição impor requisitos novos com custos associados e os microprodutores serem obrigados a suportar os ditos custos?
Amanhã a EDP Distribuição decide exigir equipamento que custe centenas ou milhares de euros e temos de continuar a suportar os custos?

Pergunto ao regulador: Onde está o limite?


6) Aguardamos o fornecimento por parte da Altice de novo cartão GMS

Já solicitámos o fornecimento de novo cartão que cumpra com os requisitos faraónicos exigidos pela EDP Distribuição.

Até que o mesmo seja instalado e a EDP Distribuição confirme que a comunicação pelo seu sistema de contagem já é possível, agradeço que este processo de reclamação se mantenha em aberto.

7) Juros de Mora e outros custos

Se eu como cliente ficar com 10 meses de electricidade consumida e não paga (aposto num corte de fornecimento muito antes disso), sou obrigado por contrato e lei a pagar juros de mora sobre o montante em dívida.

No caso presente em que estamos desde Agosto 2019 sem receber facturação sequer, com energia diáriamente injectada na rede sem pagamento, a que juros de Mora ou compensação pecuniária temos direito se nem sequer a facturação foi emitida?


8) Diferenciais de tarifas 2019/2020

O valor por kWh fornecido em 2019 era um, e o valor por kWh fornecido em 2020 é outro, sendo que em 2020 é mais baixo.

Solicito à ERSE que relembre a EDP Distribuição que tem de indicar ao comercializador EDP SU o valor das contagens de início de ano 2020 para que a EDP SU possa facturar a energia produzida em 2019 com a tarifa correspondente.

Que não passe pela cabeça da EDP Distribuição ou EDP SU facturar a totalidade da electricidade fornecida desde Agosto 2019 ao valor da tarifa de 2020!

Tenho informação por parte do fabricante do contador que a informação de contagens anteriores fica armazenada no contador e é possível extrair o valor de fim de ciclo que respeita ao ano de 2019, portanto que não venha também a EDP Distribuição afirmar que isso não é possível.

Solicito o acompanhamento desta situação de perto por parte da ERSE.



Em resumo:

Andamos há meses a queixarmo-nos de falta de pagamento pela energia injetada na rede, sem que a EDP Distribuição nos forneça informação relevante para o motivo da falta de leitura.

Pior que isso, a EDP Distribuição sempre nos tentou assacar as responsabilidades, o que faz ainda à data corrente.

Vimos agora a constatar que afinal a EDP Distribuição mudou o seu sistema de telecontagem, e tem como requisitos atuais uma série de tecnologias que implicam a troca de cartão SIM, facto até agora desconhecido. Requisitos e tecnologias essas inexistentes em 2008, que naturalmente os cartões SIM então contratados não podiam suportar.

Em vez de informar os microprodutores dos novos requisitos em tempo útil, a EDP Distribuição mantém-se sem realizar leituras desde Agosto 2019, há praticamente 10 meses, sempre atirando as culpas para cima dos microprodutores, não reconhecendo o seu papel e responsabilidade total no processo.

Se isto não é abuso de posição, se isto não é prepotência, e se isto não são atitudes dignas e merecedoras de sanção por parte do regulador, não sei o que mais possa ser.
 

João Prates

Archie Bunker
E a minha resposta à EDP Distribuição:
Exmos. Srs.,


1) O novo cartão GSM introduzido este ano apenas para despiste de problemas no cartão GSM original tem exatamente as mesmas características que o original tinha, não tem naturalmente as que indicam.

2) O facto do fabricante do contador ter conseguido ligar-se ao equipamento (já com o novo cartão) e retirado as leituras PROVA que o equipamento comunica, e que é possível realizar leituras.

3) O vosso equipamento e o vosso software de telecontagem SEMPRE CONSEGUIU retirar as leituras com um cartão GSM com as características atuais.

Se AGORA DE UM MOMENTO PARA O OUTRO o vosso sistema não consegue tirar leituras, só pode ser porque a EDP Distribuição efetuou ALTERAÇÕES NO SEU SISTEMA DE TELECONTAGEM, alterações essas que são da VOSSA INTEIRA RESPONSABILIDADE.

4) Mais ainda, é absolutamente estapafúrdio, e demonstrador de uma incompetência técnica gritante, exigir que um sistema de microprodução ligado à rede em 2008 tenha cartão GSM com tecnologias M2M, OTA ou outras quaisquer que NÃO EXISTIAM SEQUER HÁ 2 OU 3 ANOS ATRÁS, quanto mais em 2008!

Quando foram estes requisitos impostos? Quem os aprovou? Desde quando estão em vigor? De que forma foram comunicados aos microprodutores?

5) V.Exas. só não conseguem efetuar leituras porque não querem, ou quando muito não conseguem por terem alterado os requisitos do VOSSO sistema de leitura, é problema que vos compete resolver a vós.

6) Um cartão GSM com as características que enumeram tem custos de aquisição e de assinatura mensal, algo que até agora nestes mais de 12 anos de ligação à rede nunca tivemos.

Quem suporta esses custos?
 

Telmo Salgado

Moderator
É inacreditável como se descartam das suas responsabilidades, é até uma atividade ilegal em termos de faturação, porque não honram o estabelecido.
E a Entidade (des)Reguladora a passar em branco...
 

João Prates

Archie Bunker
Isto só lá vai com um advogado e processo em tribunal, o que naturalmente eles sabem ser impraticável pelos montantes envolvidos serem demasiado pequenos para o custo da ação.

É daquelas coisas que se presume nunca acontecer por estarmos a lidar com empresas de bem, com gente de "boa fé", empresas honestas, que nunca tomam este tipo de atitudes.

Claro que assim que se fala na FDP, desculpem, EDP, juntar "empresas honestas" na mesma frase está logo posto de parte.
 
Última edição:

Telmo Salgado

Moderator
As grandes empresas têm cada vez mais advogados para gerir estas crises, porque sabem que David não chega a Golias.
É um momento triste da democracia e do estado de direito, quando uma das partes está refém de outra de forma desigual. :cry:
Quase que poderia comparar com o processo dieselgate...o que fizeram as associações de consumidores nalguns países? Reuniram-se com gabinete de advogados para avançar com processo comum, baixa custos e regulariza as dimensões das entidades.
 

Telmo Salgado

Moderator
(...)
É daquelas coisas que se presume nunca acontecer por estarmos a lidar com empresas de bem, com gente de "boa fé", empresas honestas, que nunca tomam este tipo de atitudes.
(...)EDP, juntar "empresas honestas" na mesma frase está logo posto de parte.

Temos (embora de nacional só a operação, não a propriedade) uma empresa cujo CEO é dos mais bem pagos da Europa, auferindo 100 vezes o salário médio dos colaboradores.
A boa fé terminou à muito da parte deles, e a contaminação com a política só os protege, nunca ao cidadão, neste caso um fornecedor.
 

João Prates

Archie Bunker
Reuniram-se com gabinete de advogados para avançar com processo comum, baixa custos e regulariza as dimensões das entidades.
Pois, teria de ser algo parecido, mas infelizmente há muito mais gente com VW na garagem do que com PV no telhado... 😢

Ainda assim, se por aqui passar alguém com igual problema, que me contacte, com 2 ou 3 já poderá valer a pena juntar recursos eventualmente.
 
Última edição:

João Prates

Archie Bunker
Novos desenvolvimentos... surreais:

Ligaram-me hoje da EDP Distribuição, linha de apoio, para informar que já conseguiram tirar a leitura este mês!

Acabei ontem de enviar o contrato assinado para a Altice com a assinatura por 2 anos de um cartão GSM M2M todo xpto com os requisitos enumerados pela EDP Distribuição, cujo cancelamento antecipado importa em 200 Eur!

Ainda nem sequer recebi o novo cartão GSM, o cartão que está no contador é o mesmo de sempre que há meses me dizem da EDP Distribuição não servir, e agora por milagre funciona!

O que fazer com empresas destas?
Quem me paga agora a assinatura por 24 meses do novo cartão que vem a caminho?
 

Telmo Salgado

Moderator
Surreal mesmo.
Pelo menos o novo cartão é agora a tua defesa, é com unhas e dentes que estás neste processo de produção de energia para que não te voltem a falhar nos compromissos!
E que paguem já o que devem!
 

João Prates

Archie Bunker
E eu volto a não deixar, e desta feita subo de tom, e clamo por sanção da EDP:

Exmos. Srs.,
Muito boa tarde.


Com desilusão, mas não surpresa, tenho a informar V.Exas. que a EDP Distribuição volta a MENTIR na comunicação que vos é dirigida, ao insinuar uma troca recente de cartão que teria resolvido o problema.
Tal conclusão é liminarmente falsa.

Vamos por partes:

1) Substituição do cartão SIM

O cartão que a EDP Distribuição diz só agora ter sido substituído foi na realidade substituído a 31 de Março, um cartão GSM 3G normalíssimo da NÓS, de características iguais ao original de 2008.
Todas as reclamações, por via telefónica, call center, e emails trocados com a EDP Distribuição onde esta alegava que o cartão não funcionava ocorreram em data POSTERIOR à referida troca de cartão.

2) O milagre da comunicação

Por ato milagroso com certeza, o mesmo cartão sobre o qual tem vindo a EDP alegando desde Março não ser adequado, permitiu a leitura este mês sem que qualquer intervenção tenha sido efetuada.
Veio assim a EDP Distribuição provar que a Ecowatt sempre teve razão, a comunicação sempre foi possível, tal como tinha sido provado aliás pela Itron.
Curiosamente não esclarece a EDP Distribuição que medidas corretivas tomou do seu lado para que tal fosse possível...

3) A trapalhada criada com os cartões

No dia 18 de Junho, em desespero de causa, avancei com a contratação de novo cartão GSM M2M junto da Altice, satisfazendo todas as novas características técnicas exigidas pela EDP.
Ainda não recebemos o cartão, mas como pode ver pelo contrato então assinado (ver attach) vamos ter um custo mensal de 5 Eur ao longo de 24 meses de permanência, com taxa de rescisão de 200 Eur.

No dia imediatamente a seguir, 19 de Junho, recebo um telefonema da EDP Distribuição no Porto a dar conta de já terem conseguido realizar a leitura, assim como recebi email com semelhante informação por parte da Itron.
Temos portanto a caminho um novo cartão (outro!), sendo que este cumpre com todas as novas exigências da EDP, que afinal tal como sempre dissemos desde o início não fazia falta nenhuma!

O que fazemos com o novo cartão quando chegar?
Devolvemo-lo? Ou avançamos com a troca do cartão atual pelo novo já com capacidades IoT como previsto?

Contemplem V.Exas. esta trabalhada criada pela EDP Distribuição, e ajuízem se isto é comportamento de uma empresa séria.

4) Despesas incorridas – quem paga?

Se passar a utilizar o novo cartão M2M da Altice quem paga as 24 mensalidades de permanência mínima a 5 Eur cada?
Se devolver o novo cartão M2M da Altice e mantiver o cartão actual 3G da NÓS quem paga os 200 Eur de rescisão com a Altice?

Fica a EDP Distribuição sem qualquer sanção por ter andado a fazer pouco da Ecowatt e da ERSE este tempo todo?

No mínimo dos mínimos deve a EDP Distribuição indemnizar a Ecowatt destes 200 Eur, é da mais elementar justiça!
E os juros de mora legais pela não emissão da faturação em devido tempo? Qual a posição da ERSE?


Caríssimos,

O que esperamos da ERSE não é uma resposta típica “(…) o assunto reclamado terá sido devidamente esclarecido”.
O que esperamos da ERSE, na condição de regulador, é que sancione a EDP Distribuição a pagar todas as despesas incorridas pela Ecowatt neste processo, e bem assim como juros de mora pelo atraso na emissão das faturas que eram legalmente e por contrato devidas.

Esperamos enfim que a ERSE atue como é natural e espectável que o faça.
 
O que fazer com empresas destas?
Quem me paga agora a assinatura por 24 meses do novo cartão que vem a caminho?
Não tenho vindo cá e deparo-me com isto. Deve ter sido um filme, ainda bem que não te venceram pelo cansaço.
Também tive um diferendo com a EDP, que me cobraram quase 80€ indevidamente. Após várias chamadas, e-mails e reclamações escritas desisti. E mudei para a Endesa.

O cartão não pode ser devolvido por resolução do contrato antes de passarem x dias da contratação? ( x=14 ? )
 

João Prates

Archie Bunker
Pois, não me tinha lembrado dessa, se calhar antes dos 15 dias posso mesmo, e como ainda nem recebi o cartão, mais fácil fica provavelmente.
Obrigado pela dica, vou investigar, mas a bem dizer estou mesmo a ver que mais cedo ou mais tarde vão obrigar toda a gente a migrar os SIMs... nem sei que fazer/dizer.

Quanto ao vencer ou não pelo cansaço... é preciso ver que a bem dizer ainda não ganhei nada, porque ainda não vi o dinheiro na conta.
E vai haver confusão se calhar novamente porque o mais certo é não terem feito a leitura certa do início do ano para separar as contas de 2019 e 2020, uma vez que são tarifas distintas.

Ainda a procissão vai no adro.
Mas detesto gente e empresas de mau carácter, e deve haver poucas que mais abomine que as do universo EDP.
 
caros senhores, gostaria de saber se alguém tem alguma solução para os cartões M2M da telecontagem?? comprei um M2M internacional mas a EDP não aceita o numero internacional. dizer que o sistema não está preparado.
Obrigado
Fredrico Santos
 

João Prates

Archie Bunker
Bom dia Frederico,
Todos os operadores de telecomunicações em Portugal têm cartões M2M, é uma questão de solicitar orçamento a cada um.

Como poderia ter visto pelo tópico presente, no meu caso contratei um à Altice, que deve estar a chegar a qualquer momento, com um custo mensal de 5 Eur + IVA.
 
Bom dia senhor João,
Acho que 5€ + iva é muito para só uma leitura mensal... E porque é que não aceitam M2M internacional?? Não encontrei nada na legislação que o impeça. Sempre ficava muito mais barato, cerca de 1€ por comunicação
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