Artigo de Opinião: Nuclear vs Eólica/Solar

William Esteves

Not Shakespeare
Partilho artigo de opinião pelo SciMed (página de Facebook):

OS VEGANS DA ENERGIA

Os vegans da energia usam qualquer argumento para venderem ventoinhas e painéis em detrimento da alternativa sólida que é o nuclear.

Um dos argumentos é o tempo. Dizem que demora muito a construir centrais nucleares e que é mais rápido descarbonizar com ventoinhas e painéis.

São tão desonestos que dizem que essa demora custa 90 milhões de vidas, provocada pela poluição dos combustíveis fósseis enquanto as centrais não estão online.
https://www.leonardodicaprio.org/the-7-reasons-why-nuclear…/
Mas basta olhar para a realidade da Alemanha, o país que mais fez e investiu em energias renováveis. E depois olhar para França. E ver quem tem um país descarbonizado em tempo útil.
E para evitar os vegans da energia, já tem os anos mais recentes da Alemanha. Continua em diminuição tímida e provavelmente vão falhar os objetivos que se propuseram para 2020 (se não contabilizarem as paragens provocadas pelo coronavirus).
Depois dizem que o nuclear é caro mas não considerar parte do mix energético torna o processo de descarbonização 30% mais caro e obriga a recurso a biomassa e biogás que são tudo menos verdes e emitem quantidades astronómicas de CO2.
https://www.sciencedirect.com/…/artic…/pii/S0306261918312790
Concluindo...estamos entregues aos bichos, que aproveitam a ignorância e irracionalidade das pessoas para lhes vender a maquilhagem do gás natural em formato ventoinha e painel, juntando-lhe agora o hidrogénio para ter a certeza que o dinheiro continua a fluir para os mesmos bolsos.
Daqui a 10 anos estão a vender-vos antimatéria, desta forma garantindo as rendas para os mesmos e tu, Zé, vais continuar a enriquecer Mexias e companhia.

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Fonte:
Qual a vossa opinião?
 

João Prates

Archie Bunker
Quando lemos expressões como "Os vegans da energia" ou "venderem ventoinhas e painéis", há pouca ou nenhuma vontade de continuar a ler.
Claramente estamos perante um texto de opinião e não de um texto científico, o que não deixa de ser irónico tendo em conta o título pomposo da instituição.

Como não merecem mais que 2 minutos de tempo pela clara falta de lucidez e argumentação, porque insulto é característica de gente sem argumentos, recuso-me dar ao trabalho de ler tudo.
Em vez disso dou a minha visão/opinião sobre o tema da energia nuclear, e já que puxam para o ring as renováveis, falemos das duas em resumo:

Eu seria o primeiro a defender a energia nuclear de fissão, pela "facilidade" com que produz enormes quantidades de energia. E no entanto não o faço. Porquê?
Por duas razões fundamentais, mais uma razão adicional que é bem recente, mas que apenas vem meter o último prego no caixão do nuclear por fissão, e são elas pela mesma ordem:
  1. Criação de byproduct super perigoso, radioactivo, que leva milhares de anos a se tornar inofensivo, e para o qual não temos qualquer solução actual que resolva o problema;
  2. Risco considerável de acidente gravíssimo com consequências mortais para o Homem, fauna e flora, por mais seguranças e protocolos que se criem;
  3. Preço global da energia produzida, tudo incluído, desde o projecto de construção ao desmantelamento muito superior ao solar ou ao eólico, que são hoje as fontes mais baratas.
Deixar toneladas de lixo radiactivo para os nossos descendentes é algo que não consigo sequer conceber, já chega a porcaria que temos feito e que vai levar décadas ou até mais de um século a corrigir no que concerne a poluição da atmosfera, dos oceanos e dos solos, quanto mais deixar lixo radioactivo durante literalmente milhares de anos, à espera de uma desgraça. NÃO.

Os defensores do nuclear (fissão) sempre argumentam, seja em que altura da história for, que o nuclear é seguro.
No entanto hoje em dia não temos só uma lista de acidentes, já temos uma lista de listas por tipo de consequência, tal é a quantidade de acidentes e incidentes (dezenas) ocorridos.
E claro, no dia anterior a cada um toda a gente jurava a pés juntos que a central era super moderna e incorporava medidas de segurança excepcionais, que não podia haver um acidente ali...

Por fim sabendo nós que o solar e o eólico é inofensivo, não gera byproduct nenhum, e ainda por cima é bem mais barato, porque motivo se iria para o nuclear? Por masoquismo?

É evidente que a construção de uma central nuclear de fissão é a solução "milagrosa", a saída fácil, toda a gente o sabe.
A questão é saber se estamos dispostos a pagar o preço, e na minha opinião não, não estamos.

Em 2019 Portugal já produziu cerca de 51% de energia renovável, números da REN, sem qualquer fonte nuclear, e acabou recentemente com a única central a carvão que tinha.
Levou tempo? Sim levou, mas como dizem os ingleses, "slow but sure". As "cadelas apressadas parem os cachorros cegos", sempre ouvi dizer, sabedoria popular.

EDIT: Bolas, levei mais de 2 minutos a escrever isto!
 

João Prates

Archie Bunker
Faltou referir que sou fã, pelo pouco que sei, da fusão nuclear, que também é energia nuclear, mas sem os 2 riscos que me fazem riscar a fissão da lista de opções.
Quando lá chegarmos o preço inicial não será barato com certeza, como em tudo em início de vida, mas vale a pena o esforço e investimento.
Isso sim, energia a rodos, sem lixo radioactivo e sem hipótese de melt down ou outras ocorrências mortais que existem na fissão.
 

Telmo Salgado

Moderator
comentário pessoal
(Estes parceiros da Scimed arriscam gráficos antigos sem a devida análise, como o acima mostrado até 2012, quando a Alemanha ainda tinha carvão em pleno...é DESONESTIDADE INTELECTUAL!
E aproveitam para malhar no H2 também, como se não bastasse o discurso arrogante)

Agora em relação ao tema, já que o "artigo" acima esta pejado de ratoeiras.
O nuclear de fissão vive entalado entre estes defensores que olimpicamente ignoram a produção de resíduos, e o detratores, que tem como justificação válida a tremenda herança que deixaremos às gerações vindouras.
Acontece que de facto a medida do risco de um problema é local, não global, e que talvez demore menos tempo o decaimento radioativo do que o CO2 na atmosfera a recuperar…
Mas este é um discurso que até faria sentido nos anos 90, mas jamais agora.

Concordo na íntegra com o Prates: a descarbonização é uma realidade dispensando o nuclear de fissão.

Talvez valha a pena referir que se não existisse o nuclear não teríamos evoluído para os estudos físicos que levaram aos passos em direção à fusão. Mas já o sabemos, e agora é seguir em frente.
 
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